Jesus-Cristo
Governador espiritual
do planeta Terra e nosso irmão maior
- Nessa condição, vem acompanhando a evolução deste planeta
e da sua humanidade há quase 5 bilhões de anos (tempo aproximado
de sua existência), quando recebeu de Deus a responsabilidade
dessa tarefa. "Guia e modelo da humanidade", no dizer dos
espíritos reveladores. Único ser que foi capaz de dividir
a história do mundo em antes e depois dele. Tornando-se
tangível em sua aparição no planeta, ocupou a mais humilde
posição, a de servo da humanidade, deixando todo um código
de amor, bem-viver e do encontro da felicidade no chamado
"Reino de Deus", que começa em nosso interior. Foi e é o
responsável pelo envio das três revelações ao globo terrestre:
moisaica, cristã e espírita. A fantástica pintura que ora
apresentamos é obra-prima de Salvador Dali.
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Allan Kardec (1804-1869)

Codificador da doutrina espírita
- O educador por excelência e,
no dizer de Camille Flammarion, "o bom senso encarnado".
Foi escolhido para tão elevada missão justamente pela nobreza
de seus sentimentos e pela elevação do seu caráter, tudo
aliado a uma sólida cultura e brilhante inteligência. Através
das observações dos fenômenos espirituais e auxiliado pela
espiritualidade maior, deixou para a humanidade, em pouco
mais de uma década de trabalho, todo um conjunto filosófico-científico-religioso
a reviver a moral cristã e a responder às questões fundamentais
das criaturas: de onde viemos, quem somos, o que fazemos
aqui e para onde vamos. Marcado pelo caráter da revelação,
O Livro dos Espíritos, dado à luz em 18 de abril
de 1857, é o coroamento da missão de Allan Kardec, o até
então professor Hippolyte-Léon Denizard Rivail, e representa
a mais recente manifestação divina no misericordioso socorro
aos espíritos em queda. A foto aqui apresentada é do mestre
com apenas 25 anos.
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Jean-Baptiste
Roustaing (1805-1879)
Missionário encarregado do trabalho
da fé - Está no cap. XX
do livro de Humberto de Campos, psicografado por Francisco
Cândido Xavier, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do
Evangelho, edição de 1938, da FEB, que Jean-Baptiste
Roustaing reencarnou na França, juntamente com Léon Denis,
Gabriel Delanne e Camille Flammarion para, os quatro, colaborarem
com Allan Kardec no gigantesco trabalho de consolidação
da Terceira Revelação, o espiritismo. Denis encarregou-se
da parte filosófica, Delanne ficou com a parte científica,
a Flammarion coube as grandezas cosmológicas e, finalmente,
incumbiu-se Roustaing do aspecto religioso. Daí a coordenação
a que se lança da portentosa obra Os Quatro Evangelhos,
psicografada por Emilie Collignon, em Bordeaux, e dada à
luz em 1866, menos de dez anos depois do aparecimento de
O Livro dos Espíritos. Muito combatido, criticado,
perseguido, injustiçado, injuriado às vezes, nem por isso
desanimou, pois passava pelas mesmas agruras do mestre Allan
Kardec e pelas quais todo grande missionário sempre passa.
Ainda não temos uma foto ou pintura do celebrado advogado
bordelense. Apresentamos aqui, em compensação, um flagrante
atual da rue Porte Saint-Jean nº 1, em Bègles, na Gironde,
onde a família de Roustaing residiu nos primeiros anos do
século XIX e, com quase toda a certeza, ele nasceu. A brilhante
trajetória de Jean-Baptiste Roustaing como homem e como
espírita pode ser lida, em trabalho de Luciano dos Anjos,
clicando na foto acima.
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Antônio Luiz
Sayão
Resumo de Roustaing - O
prestigioso advogado Antônio Luiz Sayão (1829-1903) foi
o fundador, em 15 de julho de 1880, do memorável Grupo dos
Humildes, conhecido depois pelos sucessivos nomes de Grupo
do Sayão e Grupo Ismael, quando finalmente foi incorporado
à Federação Espírita Brasileira. Era o próprio Sayão quem
dirigia os trabalhos, no Rio de Janeiro, apoiados no estudo
de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing. Autor
de Elucidações Evangélicas à Luz da Doutrina Espírita, um
resumo muito didático da obra coordenada pelo ilustre advogado
de Bordeaux, e que mereceu os encômios públicos de Bezerra
de Menezes, em judicioso artigo publicado na Gazeta de Notícias
de terça-feira, 6.4.1897, pág. 3. Esse trabalho representou,
de certa forma, a materialização do entendimento de Allan
Kardec, que considerava vantajosa a redução da revelação
de Roustaing em 1 volume. Para ler essa opinião do Codificador,
abra aqui nesta home-page, no menu TEXTOS, o título Notícias
Bibliográficas - Os Evangelhos explicados pelo Sr. Roustaing.
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A resposta dos discípulos
de Roustaing
Único exemplar existente no
Brasil - Todos sabem do
encarte feito na 2ª tiragem de Les Quatre Evangiles,
de J.-B. Roustaing, em 1882. Parte dele aparece traduzido
por Guillon Ribeiro, na edição nossa de 1920, da Federação
Espírita Brasileira. Intitula-se Les Quatre Evangiles
de J.-B. Roustaing. Réponse à ses critiques et à ses adversaires,
édité par les élèves de J.-B. Roustaing. Absurdos, falsidades,
mentiras, tudo já foi dito sobre esse trabalho, ao lado
de acusações ridículas e sem qualquer fundamento a respeito
do seu conteúdo, cuja inteireza ninguém conhece. Que Allan
Kardec e Roustaing divergiram, até com certo rigor, não
há por que esconder e nem isso é grave. Muitos outros divergiram
do mestre. Mas o tom sempre foi cristão de ambas as partes.
Mesmo porque Roustaing apenas replicava o que Allan Kardec
escrevera no prefácio de O Céu e o Inferno, suprimido
a partir da 3ª edição. Esses fatos estão analisados na obra
de Luciano dos Anjos, A Posição Zero, a ser lançada
ainda. São fatos absolutamente inéditos, como inédito é
no Brasil e no mundo atual o conhecimento do original dessa
resposta escrita por Jean Guérin em nome dos discípulos
de Roustaing. Esse raríssimo opúsculo, sem cortes, integral,
absolutamente completo, faz parte de há muito da biblioteca
particular de Luciano dos Anjos, que elabora a tradução
para posterior divulgação. É da capa o clichê aqui reproduzido.
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Armando de Oliveira Assis
A mais profícua administração
- Secretário, vice-presidente e
finalmente presidente, durante o qüinqüênio 1971/1975, da
Federação Espírita Brasileira, promoveu, na contemporaneidade,
a mais profícua administração da Casa-Máter do Espiritismo.
Registraram-se mudanças de muita profundidade, em todos
os setores, notadamente na metodologia do estudo e da orientação
do movimento espírita, com grande ênfase na visão da liberdade
de ação e de consciência dos seguidores de Allan Kardec.
Os editoriais do Reformador, à sua época, dão a medida desse
posicionamento, marcado pela inteligência, pelo conhecimento
doutrinário e, principalmente, pela coragem de defender
os princípios da Federação Espírita Brasileira, com vistas
a buscar sempre a união fraterna de todos, mas sem a hipocrisia
das concessões dos que preferem os cargos ao cumprimento
do dever imposto pela convicção da verdade. Espelhando-se
em Bezerra de Menezes e em todos os demais presidentes que
o precederam no cargo, sustentou sempre a lúcida pregação
do binômio Kardec-Roustaing. Como acontece aos homens verdadeiramente
sérios, bem intencionados e fiéis à consciência, não foi
compreendido por muitos, mas com certeza recebeu o galardão
de Ismael e do Cristo, depois que retornou à espiritualidade,
em 1988. Vemos na foto que escolhemos para ilustrar este
texto o então presidente da FEB ao lado de Francisco Cândido
Xavier e Luciano dos Anjos. Clicando na foto de Armando
de Oliveira Assis, poderá ser conhecida extensa biografia
do grande espírita que ele foi.
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Assinatura
de Allan Kardec
O mais famoso jamegão espírita
- Inteirado de que vivera nas Gálias,
no primeiro século da nossa era, como sacerdote druida e que
se chamava Allan Kardec, logo o pedagogo Hippolyte-Léon Denizard
Rivail incorporou o novo nome, quando do lançamento de O Livro
dos Espíritos, em 18 de abril de 1857. Sofreu críticas por
isso, a que ele respondeu com elegância e, inicialmente, até
com um certo mistério. Descartava a tola acusação de que buscara
ocultar a personalidade para fugir ao ridículo e anotava que
tinha razões que justificavam a atitude, em face de informações
importantes dos espíritos sobre uma significativa encarnação
passada. Posteriormente aquelas razões foram tornadas públicas,
ao lado da confessada conveniência de que o novo pseudônimo
marcasse perfeita divisão entre os dois momentos de sua vida
e de suas idéias. O nome Allan Kardec ultrapassou as fronteiras
religiosas francesas e ganhou a celebridade universal, com
o jamegão inconfundível.
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Assinatura
de J.-B. Roustaing
A marca pessoal do missionário
- Durante mais de cem anos foram
procurados dados pessoais de Jean-Baptiste Roustaing, além
daqueles poucos que se acham no Prefácio e na Introdução de
Os Quatro Evangelhos, psicografados por Emilie Collignon.
Hoje, depois de muitas pesquisas, já possuímos um conjunto
de informações realmente satisfatório. Velado na humildade
dos verdadeiros cristãos-espíritas, não se preocupou em deixar
maiores rastros de sua vida no mundo, muito mais atento sem
dúvida ao reconhecimento do mundo espiritual. Bastaria pois
a portentosa revelação que coordenou e com despretensão legou
ao mundo em queda. Poderia pelo menos ter deixado impressos
no frontispício da obra seu retrato e sua assinatura. Não
o fez. Contudo, seus discípulos fomos, como seria natural,
atrás dos eventuais registros particulares. Aí está, recolhida
do seu testamento a assinatura de J.-B. Roustaing, na qual
se pode bem distinguir a firmeza e a expressividade da marca
pessoal do missionário de Bordeaux.
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Bezerra de Menezes

Coordenador do movimento espírita
- Cognominado o "Médico dos Pobres",
Bezerra de Menezes (1831-1900) é um dos missionários designados
pelo Alto para a coordenação do movimento espírita no Brasil.
Ocupou a presidência da Federação Espírita Brasileira -
a Casa-Máter do Espiritismo - em dois mandatos, o segundo
de 1895 até à sua desencarnação, em 1900. Fiel ao binômio
Kardec-Roustaing, imprimiu ao espiritismo um caráter evangélico
e de assistência integral ao ser humano. Buscou por todos
os modos a unificação das instituições espíritas e a união
fraternal de todos os adeptos da doutrina, sem entretanto
ceder um milímetro no terreno dos princípios em que acreditava.
Acusado de "místico" no período terrível em que a FEB se
viu atacada por todos os flancos pelas correntes chamadas
"cientificistas", resistiu bravamente e se saiu vitorioso.
Foi Bezerra de Menezes quem introduziu nos estatutos da
Federação Espírita Brasileira a obrigatoriedade do estudo
da obra Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing.
No plano espiritual, continua exercendo suas atividades
de amparo aos encarnados e desencarnados e de orientação
ao movimento espírita. Registram os relatos espirituais
que Bezerra de Menezes já poderia estar em planos mais evoluídos,
não acontecendo, por enquanto, devido ao seu espírito de
renúncia em favor dos que ainda se encontram na Terra. Abra
aqui, no menu TEXTOS, o título Bezerra de Menezes para conhecer
interessante roteiro de estudo elaborado por Jorge Pereira
Braga.
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Bittencourt Sampaio
Uma estrela - Francisco
Leite de Bittencourt Sampaio (1834-1895), poeta, escritor,
médium receitista e um dos maiores vultos do espiritismo.
Autor de A Divina Epopéia e, após sua desencarnação, De Jesus
para as Crianças, Jesus Perante a Cristandade e Do Calvário
ao Apocalipse, pela mediunidade de Frederico Pereira da Silva
Júnior, obras publicados pela FEB; as duas últimas constituem
uma complementação de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing,
conforme previsto no prefácio da Revelação da Revelação. No
livro Voltei, do Irmão Jacob (psicografia de Francisco Cândido
Xavier, edição também da FEB), Bittencourt Sampaio, pioneiro
do espiritismo no Brasil, é identificado como uma estrela,
tal a sua elevação espiritual.
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Camille Flammarion
Missionário da abertura dos céus
- O maior astrônomo da França de
todos os tempos. Teria recebido psicograficamente o cap.
VI de A Gênese, intitulado "Uranografia Geral",
cujo autor espiritual seria Galileu Galilei. Esse assunto
gerou algumas discordâncias entre Kardec e Flammarion, ainda
que amistosas. É que o astrônomo, assegurando de início
tratar-se de trabalho mediúnico, por sinal produzido durante
as sessões da própria Sociedade Espírita de Estudos Parisienses,
posteriormente negou-lhe a origem, achando que ele próprio
fora o autor. Ampliando-se a controvérsia, outras conclusões
levariam à afirmativa de que Flammarion seria, isto sim,
a reencarnação de Galileu. Certo é, por outro lado, que,
ao "abrir as cortinas dos mundos, desenhando as maravilhas
das paisagens celestes" - como revela Humberto de Campos,
em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho,
através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier - Camille
Flammarion se tornaria um dos missionários colaboradores
da tarefa de Allan Kardec, juntamente com Roustaing, Denis
e Delanne.
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Casamento
de Kardec e Amélie Boudet
Certidão reconstituída -
No ano de 1871, em meio à insurreição durante o governo revolucionário
(A Comuna de Paris), aconteceu grande incêndio nos arquivos
da cidade. Todos os documentos destruídos tiveram de ser oficialmente
reconstituídos. Foi o caso do Ato de Casamento de Kardec e
Amélie Boudet que, por tal motivo, como se constata da foto
aqui apresentada, não leva assinaturas, salvo a da autoridade
competente. "Reconstituição dos Atos do Estado Civil. República
Francesa. Liberdade - Igualdade - Fraternidade. Prefeitura
do Departamento do Seine. 9 de fevereiro de 1832. Ato de Casamento.
L'Abbaye-aux-Bois. Restabelecido em virtude da Lei de 12 de
fevereiro de 1872, pela seção da Comissão, em sua sessão do
[..............]. [....e] Distrito de Paris - Ano 1832. Rivail
e Boudet. Ano de mil oitocentos e trinta e dois, aos nove
de fevereiro, em Paris, Ato de Casamento de Hippolyte Léon
Denizard Rivail, diretor de Escola, morando na rua de Sèvres,
nº 35, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, e de Jeanne
Louise Duhamel, sua espos; e de Amélie Gabrielle Boudet, morando
na rua da Planche, nº 10, filha de Julien Louis Boudet, e
de Julie Louise Saigne, sua esposa falecida. O Membro da Comissão.
(???) Charoy." O pontilhado entre colchetes, como se vê no
original, é de espaço não preenchido, sendo que o menor, está
evidente, deveria conter o número correspondente ao arrondissement
(distrito) de Paris, no caso, nº 2; as interrogações entre
parênteses significam que não foi possível decifrar a letra.
(Documento cedido a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins
e obtido em pesquisa com Stênio Monteiro de Barros.)
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Casamento de Roustaing
e Elisabeth
Casou com a prima viúva - Roustaing
se casou aos 44 anos com uma prima, Elisabeth, da mesma idade.
Não tiveram filhos. Pelos termos do testamento de Roustaing
sabe-se do quanto se amavam. Juntos trabalharam em atividades
de ajuda ao próximo. Eis o texto completo do registro de casamento:
"428. Roustaing Jean e Roustaing Elisabeth. Aos vinte e quatro
de agosto de mil oitocentos e cinqüenta, à tarde, diante de
nós, Pierre Casteja, um dos adjuntos do senhor Maire de Bordeaux,
compareceram de um lado o Senhor Jean Baptiste Roustaing,
advogado na Corte de Apelação de Bordeaux, de quarenta e quatro
anos, nascido na cidade de Bègles, Gironde, em quinze de outubro
de mil oitocentos e cinco, residente em Bordeaux com seus
pai e mãe, na rua dos Três Conils 5, filho do senhor François
Roustaing, proprietário, e da senhora Marguerite Robert, sua
esposa. E de outro lado a senhorita Elisabeth Roustaing, viúva
do senhor Raymond Lafourcade, de quarenta e quatro anos, nascida
em Ladaux, Cantão de Targon, Gironde, no dia treze de dezembro
de mil oitocentos e cinco, residente em Bordeaux, na rua D'aquitaine
63, filha do senhor Pierre Roustaing, proprietário, falecido,
e da senhora Elisabeth Chéminade Saveune, os quais comparecem
querendo se unir em matrimônio, agindo como maiores. O primeiro
com consentimento de seus pai e mãe aqui presentes, e a última,
com o da mãe, expresso em um ato autêntico, com data de vinte
e dois de julho último, na declaração de me. Labadie de Salarde
e seu colega, notário em Bordeaux, ato que ficou anexado ao
processo das peças do presente casamento, após ter sido assinado
por estar conforme. Em conseqüência, eles nos requereram de
proceder à celebração de seu casamento, cujas publicações
foram feitas em frente à porta principal do Hôtel de Ville
[sede da Mairie], nos dias onze e dezoito do corrente ano.
Sobre o que, em face daquela requisição, após haver feito
a leitura das peças relativas ao seu estado e do capítulo
seis do título cinco do Código Civil, atendido a que não nos
foi apresentada nenhuma oposição, perguntamos aos futuros
esposos se eles desejam aceitar um ao outro em casamento,
e cada um deles tendo respondido separadamente e afirmativamente,
nós pronunciamos em nome da lei que o senhor Jean-Baptiste
Roustaing e a senhorita Elisabeth Roustaing estão unidos em
matrimônio, cujo ato (???) na repartição do Estado Civil em
presença dos unidos. (Relação dos presentes assinalada pelo
notário.) - JnBte Roustaing esposo, viúva Lafourcade nascida
Roustaing esposa, Roustaing nascida Robert, Chéminade, Roustaing
(???), (???) Chéminade, Casteja, J. Roustaing, L. Roustaing.
Os colchetes são da nossa tradução e as interrogações entre
parênteses significam que não foi possível decifrar a letra
do amanuense.
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Casa onde nasceu Allan
Kardec
Rua Sala (Lyon, França) - Aproximadamente
nesse local ficava a casa ode nasceu Hippolyte-Léon Denizard
Rivail, o futuro Allan Kardec, em 3 de outubro de 1804. Esclarece
o biógrafo Henri Sausse que o prédio foi demolido quando,
no período de 1840 a 1852, foi feito o alargamento e alinhamento
da rua Sala, logo depois das inundações ocorridas naquele
ano de 1840. Vide Biographie d'Allan Kardec, 4me. Éd., Paris,
Éditions Jean Meyer, B.P.S., 1927, apud Allan Kardec, de Zêus
Wantuil e Francisco Thiesen, vol. I, cap. 1, pág. 29, nota
de rodapé, 1ª ed., 1979, FEB, Rio de Janeiro. A foto aqui
reproduzida, feita em setembro de 1978, é da pág. 31. Vêem-se
na esquina a professora Terezinha Rey entre Cláudia Bonmartin
e o médium Divaldo Pereira Franco. A cidade de Lyon foi fundada
em 43 a.C., com o nome Lugunum, e se situa a 475 km a sudeste
de Paris. É sede do département du Rhône.
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Casa
onde nasceu Roustaing
Rue Porte Saint-Jean nº 1
- Jean-Baptiste Roustaing nasceu na commune de Bègles, canton
de Bordeaux, département de la Gironde, às 8 horas do dia
15 de outubro de 1805 (ano XIV da República, 23 do vindemiário),
na rue Porte Saint-Jean nº 1. Com quase toda a certeza é possível
afirmar que Roustaing nasceu de fato nesse endereço, pois
era aí que moravam seus pais dois anos antes, em 1803, quando
do nascimento do irmão mais velho Joseph Roustaing. Para a
certeza absoluta falta localizar algum registro histórico,
a essa altura muito pouco provável de ser encontrado. Do ato
de nascimento, que liquidaria a questão, infelizmente não
consta o endereço.
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Divaldo Pereira Franco
O Verbo dos Espíritos
- Nascido em Feira de Santana, BA, é o mais consagrado orador
espírita de todos os tempos, a quem o jornalista Luciano dos
Anjos cognominou pela imprensa de o Verbo dos Espíritos. Conhecido
e reconhecido mundialmente, fala quase sempre mediunizado.
Suas palestras públicas arrastam multidões ansiosas de ouvi-lo
discorrer sobre os mais diferentes assuntos da doutrina espírita.
Também médium psicógrafo, já intermediou excelentes obras:
romances do espírito Victor Hugo; abordagens extraordinárias
sobre a obsessão e a loucura, pelos espíritos Bezerra de Menezes
e Manoel Philomeno de Miranda; e lições repletas de amor e
conhecimento de sua mentora Joanna de Ângelis. Divaldo Franco
ainda orienta e mantém em Salvador, na Bahia, a Mansão do
Caminho, uma instituição modelar para crianças desvalidas,
testemunho vivo da aplicação da caridade que o generoso médium
prega da tribuna e nos livros.
Os momentos registrados são o da sua presença, em 19 de agosto
de 1998, na reunião do Grupo dos Oito, na residência de Luciano
dos Anjos Filho. Aparecem Alexandre da Silva Costa, Ana Lúcia
Martino dos Anjos, Janete da Silva Costa, Jorge Pereira Braga,
Luciano dos Anjos, Luciano dos Anjos Filho, Nely Martino dos
Anjos, Paula Mendes dos Anjos, Patrícia da Silva Costa, Pedro
Miguel Calicchio, Vilmar Leal Costa e Viviane Albuquerque
da Rocha Calicchio. Durante essa reunião manifestou-se Bezerra
de Menezes, cujas palavras, sempre belas e profundas, estão
reproduzidas neste site, sob o título Esta
é a Hora.
.
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Edouard
Féret
 
O editor de Les Quatre Evangiles
- A Éditions Féret existe desde 1812, vindo a se tornar uma
das mais famosas editoras sobre as variadas marcas do vinho
de Bordeaux. Em 1846, redigido por Charles Coks, foi lançado
o primeiro Féret, que era inicialmente um guia para uso de
seus compatriotas (ele era inglês radicado em Bordeaux) apresentando
aspectos turísticos e históricos do departamento da Gironde,
bem como observações e apreciações sobre vinhos, classificados
por ordem de mérito. Edouard Féret, o editor, logo entendeu
que o sucesso do livro residiria sobretudo na sua atualização
permanente e no esgotamento do assunto. Seguiram-se então
catorze edições, dando testemunho da evolução do vinhedo bordelense.
Pois foi esse mesmo editor - espírita com certeza - que, instalado
em 1866 no cours de l'Intendance nº 15, em Bordeaux, ofereceu
ao público Les Quatre Évangiles, de Jean-Baptiste
Roustaing, cuja família, por sinal, também lidava com a produção
vinícola. Atualmente as Éditions Féret estão na avenue Henri
Becquerel nº 21, em Merignac. Curiosamente o lema da editora
é: "Défendre la lettre et l'esprit du vin." A tônica interpretativa
de Les Quatre Évangiles é: "A letra mata, o espírito é que
vivifica." As duas preciosas fotos aqui apresentadas de Edouard
Féret foram oferecidas a Luciano dos Anjos pela Éditions Féret:
"Monsieur, veuillez trouver ci-joint deux portraits (à deux
âges différents) de Monsieur Edouard Féret... pour compléter
vos archives - Cordialement, Elisabeth Roger."
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Emilie Collignon
A médium da revelação da revelação
- Emilie-Aimé-Charlotte Bréard Collignon
nasceu em Anvers, departamento da Bélgica, em 1820. Foi casada
com o capitalista Charles Paul Collignon, famoso pelas marinas
que pintava. O casal já era espírita, desde pelo menos janeiro
de 1862, quando freqüentava a residência do sr. Sabô, na rua
Barennes nº 13, em Bordeaux, onde se realizavam as sessões
pioneiras de espiritismo naquela cidade. A partir daquele
ano, Allan Kardec iniciou a divulgação de mensagens recebidas
por Emilie Collignon, nas páginas da Revue Spirite, endossando-lhes
o conteúdo doutrinário. E escreveu grandes elogios a brochuras
editadas pela médium. Emilie Collignon conheceu o advogado
Jean-Baptiste Roustaing na sua residência, em dezembro de
1861, quando ele foi apreciar um quadro recebido mediunicamente.
Médium mecânica, ignorava muitas vezes o teor do que recebia
da espiritualidade. Em maio de 1865, terminou a psicografia
de Os Quatro Evangelhos, lançados no ano seguinte.
Seu filho Henri Paul François Marie Collignon, herói nacional
na guerra de 14/18, foi prefeito de Paris. Emilie Collignon
desencarnou no dia 25 de dezembro de 1902, na comuna de Saint-Georges-de-Didonne,
cantão de Saujon, departamento da Charente-Inférieure, na
França. Ainda não foi possível conseguir-lhe um retrato, dificuldade
que sempre aconteceu com as médiuns que serviram Allan Kardec.
O clichê é do frontispício de seu quarto opúsculo, Esquisses
Contemporaines, editado em 1870 e do qual a Revue Spirite
de fevereiro de 1871 transcreveu na íntegra, da página 6,
o poema "Deus!", de 36 versos. (Texto sintetizado do livro
A Posição Zero e reproduzido, com cortes, da orelha
de Os Adeptos de Roustaing, ambos de Luciano dos
Anjos.)
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Fantástica
materialização
A melhor do mundo
- Esta foto é a mais perfeita, a mais detalhada e a mais expressiva
de um espírito materializado. Foi obtida durante sessão com
o médium Francisco Peixoto Lins (o Peixotinho), na residência
de Francisco Cândido Xavier, em 1953. Fez o flagrante Henrique
Ferraz Filho e, depois de revelada, todos os presentes autenticaram
no verso, inclusive Francisco Cândido Xavier. Atenção para
o ectoplasma escorrendo do médium em transe e, principalmente,
o fato de que a rigor não sobra praticamente espaço entre
a parede e a cama; não obstante, é ali que a materialização
se forma. Não existe em nenhuma outra obra, no mundo inteiro,
fotografia melhor e mais nítida. A reprodução é do livro Materializações
Luminosas, de R. A. Ranieri, um excelente trabalho muito
bem documentado. Peixotinho foi, fora de qualquer dúvida,
o mais extraordinário médium de materializações do Brasil,
igualado apenas por Ana Prado, de Belém do Pará.
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Faustino Esposel
Sessenta anos após o surgimento de Nosso Lar,
primeiro livro da série André Luiz, podemos
saber sua verdadeira identidade, após longa pesquisa
elaborada pelo jornnalista Luciano dos Anjos, a partir da
década de 60. André Luiz é o renomado
neurologista Faustino Esposel.
Faustino Monteiro Esposel nasceu em 10.8.1888, na rua dos
Araújos nº 10, bairro do Engenho Velho, cidade
do Rio de Janeiro. Desencarnou na mesma cidade, às
17 horas de 16.9.1931, residindo então na rua Martins
Ferreira nº 23, no bairro nobre de Botafogo.
Era filho de João Paiva dos Anjos Esposel e de Maria
Joaquina Monteiro (filha reconhecida, ou seja, não
registrada oficialmente). Tinha cinco irmãos: Oscar,
Noêmia, Mário, Adolfo e Carlos. Eram seus avós
paternos: José Maria dos Anjos Esposel e Margarida
Maria; e avós maternos: Isidro Borges Monteiro e Paulina
Luísa de Jesus.
Faustino Esposl casou com Odette Portugal Esposel, conhecida
por Detinha, nascida em 6.6.1900 e desencarnada em 5.2.1978.
Era professor substituto da seção de neurologia
e psiquiatria da Faculdade de Medicina, catedrático
de neurologia na Faculdade Fluminense de Medicina. Foi ainda
chefe do serviço da Policlínica de Botafogo
e do Sanatório de Botafogo e médico da Associação
dos Empregados do Comércio. E era também sanitarista,
portador por concurso do título de docente de higiene
da Escola Normal do Rio de Janeiro, na qual foi continuamente
encarregado de cursos complementares. Fez os estudos primários
na Escola Alemã, conhecia profundamente o idioma germânico,
cursou durante alguns anos o externato Mosteiro de São
Bento. Formou-se em 1910 em farmácia e em medicina
pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde defendeu
tese sobre "Arteriosclerose cerebral", em que recebeu
a nota de distinção.
Entusiasta dos esportes e da educação física,
Faustino Esposel foi presidente do Clube de Regatas do Flamengo,
do Rio de Janeiro. Leia
mais
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Francisco
Cândido Xavier 
A maior antena psíquica - Sem
sombra de dúvidas, é um dos maiores médiuns de todos os tempos.
Suas insuspeitadas faculdades psíquicas já renderam mais de
quatrocentos livros psicografados entre revelações sobre o
mundo espiritual, contos, romances, poesias e relatos de desencarnados
(com incríveis detalhes de identificação). Paralelamente,
sua tarefa assistencial-caritativa, desempenhada anos afora,
atingiu inumeráveis criaturas necessitadas do pão espiritual
e material. Chico Xavier, em mais de setenta anos ininterruptos
de atividade mediúnica, "lutando pela espiritualização coletiva,
é bem o mensageiro do Plano Superior entre nós manifestado,
como bênção dos Céus...", no seguro dizer de Newton Boechat,
que costumava identificá-lo ainda como a maior antena psíquica
do mundo. O primeiro livro de Chico Xavier foi lançado em
1932, pela Federação Espírita Brasileira, com o empenho de
Manuel Quintão: Parnaso d'Além-Túmulo, obra ímpar no gênero,
jamais igualada e nunca convincentemente refutada pelos descrentes
do espiritismo. Vindo sempre como mulher nas últimas encarnações,
desta feita, para essa missão excepcional, envergou a libré
masculina, renascendo em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, de
onde partiu em 5.1.1959 para radicar-se em Uberaba.
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Frederico Pereira da
Silva Júnior 
"Verdadeiras jóias de literatura evangélica"
- Essa é a qualificação emprestada
pelo insuspeito Bezerra de Menezes aos trabalhos mediúnicos
recebidos por Frederico Pereira da Silva Júnior (1858-1914).
A opinião pode ser conferida na obra A Tragédia de Santa Maria,
ditada à não menos conceituada Yvonne A. Pereira. Os elogios
vão muito mais longe, a ponto de Bezerra de Menezes afirmar
categórico que pelos dons psíquicos de Frederico Pereira da
Silva Júnior eram transmitidas "as mais lúcidas revelações",
"em caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos".
É justo explicar que todas as obras recebidas por esse notável
médium foram transmitidas pelo espírito Bittencourt Sampaio
confirmando a revelação de Os Quatro Evangelhos,
de J.-B. Roustaing, além da famosa mensagem de Allan Kardec,
recebida no antigo Grupo Espírita Fraternidade, em 1888, aludindo
à união dos espíritas e, de passagem, também ao trabalho psicografado
por Emilie Collignon. Frederico Pereira da Silva Júnior iniciou
seu mediumato em 1878, com 21 anos, na Sociedade Deus, Cristo
e Caridade; depois na Sociedade Espírita Fraternidade, mantendo
no entanto presença no Grupo dos Humildes, de Sayão. Muitas
de suas comunicações estão nos livros Trabalhos Espíritas
e Elucidações Evangélicas. Viveu uma vida de muitas lutas
e de dedicação às almas sofredoras.
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Gabriel
Delanne
Missionário da estrada científica
- Desenvolvendo aspectos científicos
da doutrina espírita, foi o missionário que trouxe, nessa
área do conhecimento, importante contribuição à tarefa de
Allan Kardec. A Evolução Anímica, A Alma é Imortal,
O Fenômeno Espírita, A Reencarnação, O
Espiritismo perante a Ciência e Pesquisas sobre a
Mediunidade são as principais obras de sua notável contribuição
ao espiritismo. Pela psicografia de Francisco Cândido Xavier,
o espírito Humberto de Campos nos revela, em Brasil, Coração
do Mundo, Pátria do Evangelho, que Gabriel Delanne reencarnou
precisamente com a missão de consolidar a ciência espírita,
junto com Roustaing, Denis e Flammarion, cada qual atento
a um aspecto do espiritismo, em trabalho missionário de colaboração
direta com Allan Kardec.
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Genealogia
de Jean-Baptiste Roustaing
A mais completa e inédita árvore genealógica
- Pela primeira vez em mais de 1 século, está sendo mostrada
a árvore genealógica do missionário Jean-Baptiste Roustaing.
Nem mesmo a Bibliothèque de Bordeaux e outros órgãos do governo
possuíam trabalho desse padrão. Os melhores registros, embora
insuficientes, encontravam-se nos Archives Municipales de
Bordeaux, em breve texto sobre "les notables de Targon de
1789 à 1830". Reunindo, porém, dados inéditos oriundos de
diversas fontes, Luciano dos Anjos montou a mais completa
genealogia de Roustaing, cuja raiz se encontra no século XVII,
com Jean Roustaing. Em linha direta temos portanto a seguinte
descendência: Jean Roustaing - Guillaume Roustaing - Jean
Roustaing - Pierre Roustaing - Joseph Roustaing - François
Roustaing - Jean-Baptiste Roustaing. Casando com a prima Elisabeth
Roustaing, em 1850, não deixou descendentes. Há apenas primos,
sobrinhos e sobrinhos-netos. O último Roustaing desencarnou
recentemente, em 1997. A árvore já foi remetida pelo Grupo
dos Oito para Bordeaux, que apresentou todos os agradecimentos
da cidade.
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Guillon Ribeiro
O Gigante do Espiritismo
no Brasil - Luís Olímpio Guillon Ribeiro (1875-1943)
foi presidente da Federação Espírita Brasileira nos períodos
de 1920 a 1921 e de 1930 a 1943, quando desencarnou, no dia
26 de outubro. De grande cultura geral (recebeu elogios de
Rui Barbosa) e doutrinária, pautou sua atuação pela firmeza
e pelo alto cunho evangélico. Tradutor para o português da
monumental obra Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing,
a partir da 2 ª edição, lançada pela FEB em 1920, em 4 vols.,
além de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns,
A Gênese e Obras Póstumas. Autor do notável livro Jesus
nem Deus nem Homem, 1ª edição, FEB, 1941. Durante sua
laboriosa gestão, foram publicados no Reformador
vários editoriais de sua responsabilidade, exaltando a obra
de Roustaing. Pode-se dizer que a história da Federação Espírita
Brasileira se divide nos grandes marcos da fundação até Bezerra
de Menezes, depois Guillon Ribeiro e Armando de Oliveira Assis.
A família de Guillon Ribeiro legou ao jornalista Luciano dos
Anjos toda a correspondência dele enquanto presidente da FEB.
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Le Livre des Esprits
1ª edição em duas colunas -
A 1ª edição de Le Livre des Esprits veio a lume no
dia 18 de abril de 1857, lançada pelo livreiro E. Dentu, na
Galeria d'Orléans, no Palais Royal, em Paris, Porém, o texto
não é o mesmo que circula até hoje pelo mundo afora. A 2ª
edição, considerada definitiva, apareceu apenas em 1860. A
1ª era mais compacta, contendo 501 questões distribuídas em
três partes: "Doutrina Espírita" (com dez capítulos), "Leis
Morais" (com onze) e "Esperanças e Consolações" (com três).
Surgiu do trabalho de Allan Kardec, compilando, separando,
comparando, condensando e coordenando as comunicações dos
espíritos, através de vários médiuns, e anotadas em cinqüenta
cadernos, reunidos por Victorien Sardou (dramaturgo), seu
pai Antoine Léandre Sardou (professor e lexicógrafo), Saint-René
Taillandier (futuro membro da Academia Francesa), Pierre-Paul
Didier (livreiro e editor da Academia), Tiederman-Marthèse
(filósofo holandês) e outros intelectuais. Depois, com a anuência
dos espíritos reveladores, Allan Kardec transformou as 501
questões em 1018. Na verdade, são 1019, já que ocorreu um
lapso na questão 1011, que o Codificador esqueceu de numerar.
Por outro lado, houve uma nova diagramação. Na edição princeps,
as páginas eram divididas por um fio gráfico em duas colunas.
À esquerda estão as perguntas com as respostas textuais e,
à direita, o enunciado mais fluente da doutrina, ora com palavras
dos espíritos, ora de Allan Kardec. Havia no final notas complementares
referentes a 17 questões e era outra a ordem na distribuição
da matéria. Houve então a supressão de algumas lições repetidas
e uma evolução nos termos mesmo da revelação. O próprio Codificador
reconheceu que "alguns poucos princípios sofreram alteração".
A revisão se impunha a fim de expressar de maneira mais concorde
as verdades desveladas. Afinal, quem fez a seleção final das
respostas foi Kardec. A beleza de sua vitoriosa missão se
expressa exatamente no fato de ter de raciocinar e de tirar
conclusões sempre ditadas pela sua razão, ainda que muito
ajudado. É óbvio que a revelação não poderia ser prejudicada.
Se Kardec não revisse e não aceitasse as melhores colocações,
outro livro dos Espíritos surgiria, por outro missionário,
para se consagrar como o definitivo. Felizmente o Codificador
se deixou convencer, como já acontecera antes, relativamente
por exemplo à lei da reencarnação, que ele a princípio não
aceitava. Assim, a 2ª edição ficou sendo a definitiva, sem
enganos, sem qualquer equívoco, espelho irretocável de uma
revelação emanada de Deus, que jamais nos engana. Clicando
na foto da obra, serão encontradas inúmeras outras informações
sobre esse principal livro da revelação espírita, redigidas
por Luciano dos Anjos Filho.
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Léon
Denis
Missionário encarregado da filosofia
- O responsável pelos desdobramentos filosóficos da codificação
kardequiana. Autor de pelo menos dez livros de extraordinário
valor doutrinário e literário: O Grande Enigma, Depois
da Morte, O Problema do Ser, do Destino e da Dor,
No Invisível, Cristianismo e Espiritismo,
O Além e a Sobrevivência do Ser, Joanna d'Arc Médium,
O Porquê da Vida, O Mundo Invisível e a Guerra
e O Gênio Céltico e o Mundo Invisível. Conferencista
e médium, cumpriu com mérito sua importante missão, levando
mundo afora o pensamento espírita e ajudando com isso a consolidar
os postulados da Terceira Revelação. Foi Humberto de Campos,
em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho,
através de Francisco Cândido Xavier, quem revelou o papel
de missionário destacado de Léon Denis, ao lado de Roustaing,
Delanne e Flammarion.
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Les
Quatre Évangiles 
Spiritisme Chrétien ou Révélation de
la Révélation - Fac-símile do frontispício de Les
Quatre Évangiles, de J.-B. Roustaing. Logo abaixo do
título principal lê-se: Suivis des Commandements expliqués
en esprit et en vérité par les évangélistes assistés des apôtres
- Moïse recuillis et mis en ordre par J.-B. Roustaing Avocat
à la Court impériale de Bordeaux, ancien bâtonnier. Existem
duas coleções conhecidas desse raríssimo original francês:
uma na biblioteca da Federação Espírita Brasileira e outra
na biblioteca particular de Luciano dos Anjos. Mas parece
que a FEB só possui a 2ª tiragem, na qual Guillon Ribeiro
calcou a sua tradução e que inclui o encarte de 1882 contendo
parte da resposta dos discípulos aos kardecistas ortodoxos.
O frontispício das duas tiragens é o mesmo. Les Quatre
Évangiles foram lançados em abril (2 volumes) e maio
(último volume) de 1866, impressos pela Imprimerie Lavertujon
(Bordeaux) e postos à venda pela Librairie Centrale, 24, Boulevard
des Italiens (Paris). Em apenas três volumes, somente a partir
de 1920, aqui no Brasil, é que a matéria foi distribuída por
Guillon Ribeiro em quatro volumes, com o acréscimo das apostilas
à margem de cada página. Clicando na foto da obra, abrirá
longa exposição sobre a história desse maravilhoso livro,
escrita por Luciano dos Anjos.
«VOLTAR
Local de trabalho de Allan Kardec
Passage Sainte-Anne, 1º andar (Paris,
França) - Aqui funcionava a Sociedade de Estudos Espíritas
de Paris e foi local de trabalho de Allan Kardec desde 1860
até à sua partida, em 30 de março de 1869. Essa Passage tem
entrada pela rue Sainte-Anne nº 59. O apartamento é muito
simples, de 40 m2, constituído de apenas quatro cômodos: dormitório,
sala, banheiro e cozinha, onde fica a entrada principal. O
dormitório tem dois pequenos armários embutidos que também
servem de estante. As janelas dão para os fundos do prédio,
sendo que os apartamentos não são numerados (o de Allan Kardec
corresponde à porta da esquerda). O acesso ao 1º andar é feito
por larga escadaria em forma de caracol. Em 1995 o imóvel
era ocupado por uma firma de papéis, instalada na parte de
baixo (onde morava Alexandre Delanne) e cujos poucos empregados
fazem a refeição em cima (onde Kardec trabalhava). Havia uma
escada interna, saindo na sala e comunicando os dois andares,
mas que já não existe mais. O flagrante é de 1995, momento
em que o apartamento era visitado por Luciano dos Anjos, Luciano
dos Anjos Filho e Paula Mendes dos Anjos, do Grupo dos Oito,
ciceroneados por Cláudia Bonmartin, brasileira radicada em
Paris e que tem desenvolvido ali um maravilhoso esforço de
renascimento do espiritismo.
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Nascimento de Allan Kardec
Original inédito da certidão -
Leva o número 67 o registro de nascimento de Allan Kardec,
isto é, de Hippolyte-Léon Denizard Rivail. Seguem-se os termos:
"67. Doze do vindemiário do ano treze. Ato de nascimento de
Denisard, Hypolite Léon Rivail, nascido ontem à noite, às
sete horas, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado,
morando no Bourg de L'Ain, e atualmente em Paris, e de Jeanne
Louise Duhamel, sua esposa. O sexo da criança foi reconhecido
masculino. Testemunhas principais Syriaque Frederic Dittmar,
diretor do estabelecimento das águas minerais, acima citada
rua Sala, e Jean François Turge, morando na mesma rua. Pela
requisição de fr. Pierre Radamel, médico, morando na rua Saint
Dominique nº 78. Leitura feita e assinaram. Constatado por
mim, maire abaixo assinado / (???) presentemente em Lyon,
rua Sala nº 74. Devolução aprovada. Radamel, J. (???), S.
Fr. Dittmar, J. F. Turge, Mambaud Grosse." As interrogações
nos parênteses indicam que a letra está irreconhecível; no
caso da assinatura, por eliminação é óbvio que é a do pai
Jean-Baptiste Antoine Rivail. Quanto à data, o dia 11 do vindemiário
do ano XIII do calendário republicano corresponde ao dia 3
de outubro de 1804. Importa ainda anotar que embora no registro
apareçam Denisard (em vez de Denizard) e Hypolite (em vez
de Hippolyte), parece-nos valer mais o estudo feito por Zêus
Wantuil inserido como Apêndice do seu livro Allan Kardec,
de parceria com Francisco Thiesen, pp. 193 a 197, 1987, 3ª
edição da FEB. A grafia no registro ficou por conta do maire,
certamente pouco atento ao rigor da ortografia, posto que,
salvo engano, não se conhece nenhum nome francês grafado Hypolite.
Finalmente consignamos que essa certidão inédita foi fornecida
a Luciano dos Anjos por Stênio Monteiro de Barros, que a conseguiu
após pesquisas via Internet, juntamente com Jorge Damas Martins.
«VOLTAR
Nascimento de Amélie
Boudet
Data errada no monumento - "Nº
5. Boudet Amélie Grabielle. O maire Mathieu (???). Hoje, dia
dois frimário do ano quatro da República Francesa, às cinco
horas da tarde, perante mim, Michel Antoine Santan, membro
do conselho geral da comuna de Thiais, eleito para receber
os atos destinados a constatar o nascimento, casamento e óbito
dos cidadãos, na sede da mairie, compareceu Julien Louis Boudet,
de vinte e sete anos, cidadão francês, domiciliado nesta comuna.
O qual, acompanhado de Gabriel Nicolas Croisette Desnoyers,
de cinqüenta e dois anos, cidadão francês, morando em Mauthe-sur-Seine
e presentemente em Thiais, e de Françoise Marie Petit, de
cinqüenta e sete anos, viúva do recentemente falecido Julien
Boudet, morando e domiciliada no Château du Loire, departamento
da Sarthe, o qual nos declarou que Julie Louise Saignes de
la Combe, de vinte e sete anos, sua mulher em legítimo casamento,
deu à luz ontem uma filha que ele nos apresentou e à qual
deu o nome de Amélie Gabrielle; segundo esta declaração que
o cidadão Croisette Desnoyers e a cidadã Petit, viúva Boudet,
certificaram conforme à verdade e a descrição que me foi feita
da criança aqui nomeada, em virtude dos poderes que me são
delegados, redigi o presente ato que o cidadão Boudet, pai
da criança, e o cidadão Croisette Desnoyers assinaram com
a cidadã viúva Boudet. Assinado: F. Petit, viúva Boudet, Croisete
Desnoyers, Boudet e M. A. Santan. - Para cópia conforme em
substituição do original destruído durante a insurreição de
1871. O maire Mathieu (???)." O dia 2 do frimário do ano IV
da República corresponde ao dia 23 de novembro de 1795. Como
o registro diz que o nascimento aconteceu na véspera (est
accouchée hier), temos então a data correta de 22 de novembro
de 1795. Com isso se corrige a inscrição na coluna do busto
de Allan Kardec, no Père Lachaise, na qual se lê dia 21; e
também a informação dada por Henri Sausse, biógrafo de Kardec,
que apontou o dia 23, no que foi seguido por Zêus Wantuil
e Francisco Thiesen na sua obra Allan Kardec, meticulosa pesquisa
biobibliográfica.(O documento aqui reproduzido foi fornecido
a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins e obtido em pesquisa
com Stênio Monteiro da Barros.)
«VOLTAR
Nascimento
de Roustaing
Longos anos de pesquisa - Localizado,
afinal, após longos anos de pesquisa, eis o fac-símile do
registro de nascimento de Roustaing, lançado nos seguintes
termos: "N.4 - Nascimento de Jean-Bapte. Roustaing. No ano
catorze da República e vinte e três do Vindemiário, à tarde,
perante nós, J. G. Pignegny, maire e oficial do Estado civil
da comuna de Bègles, cantão de Bordeaux, departamento da Gironde,
compareceu Senhor François Roustaing, negociante, domiciliado
em Bordeaux, com a idade de trinta e três anos, o qual nos
apresentou uma criança do sexo masculino nascida hoje, às
oito horas da manhã, dele, declarante, e da Senhora Margueritte
Robert, sua esposa, à qual ele declarou querer dar o prenome
de Jean Baptiste. A dita declaração e apresentação é feita
em presença do Senhor Jean Martineau, oficial da Saúde, e
Elianne Constantin Masson, com a idade de cinqüenta e dois
anos, os quais assinaram conosco o presente ato logo após
a leitura lhes ter sido feita. - Roustaing Père, E. Constantin,
J. Martineau, J.G. Pignegny."
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Óbito de Allan Kardec
31.3.1869, 2h da madrugada - Em
1869 chegava ao fim a mais recente vida terrestre de Allan
Kardec, o maior missionário da Terceira Revelação. Seu óbito
está certificado nos termos seguintes, em documento aqui reproduzido
e que, a pedido de Luciano dos Anjos, em 1994, foi obtido
por Cláudia Bonmartin, residente em Paris. "Département de
la Seine. Ville de Paris. 2ème Arrondissement Municipal. 19ème
Registre Double des Actes de Décès. Année 1869. - 343 RIVAIL.
Idade de sessenta e cinco anos. Al. Delanne, A. Desliens,
Labbé. Primeiro de abril de mil oitocentos e sessenta e nove,
às dez horas e meia da manhã. Ato de Falecimento de Léon Hippolyte
Denisard RIVAIL, falecido ontem, às duas horas da tarde, em
seu domicílio, em Paris, rua Ste. Anne nº 59, [com idade de
sessenta e cinco anos] nascido em Lyon (Rhône), homem de letras,
filho de Rivail e de Duhamel, sua esposa, falecidos. Casado
com Amélie Gabrielle Boudet, de setenta e três anos de idade,
sua esposa, sem profissão. O dito falecimento, devidamente
constatado por nós, François Ernest Labbé, Adjunto do Maire
e funcionário do Estado civil do Segundo Distrito de Paris.
A íntegra feita com base na declaração de Armand Théodore
Desliens, empregado, com vinte e cinco anos, morando no Boulevard
du Prince Eugène nº 110, e de Alexandre Delanne, negociante,
de trinta e nove anos de idade, morando na passagem Choiseul
nº 39 & 41, não parentes, testemunhas que assinaram conosco
após leitura do ato. Al. Delanne, A. Desliens, Labbé." (As
assinaturas se repetem na margem esquerda, abaixo do nº do
registro.) Os colchetes, como se pode observar na foto, não
constam do original e significam que o trecho foi posposto
à margem pelo maire, mediante um asterisco. Quanto à grafia
Denisard, preferimos as razões expostas no arremate da legenda
referente à foto Nascimento de Alan Kardec.
«VOLTAR
Óbito
de Amélie Boudet
Partida da fiel companheira -
Catorze anos depois da desencarnação de Allan Kardec, sua
fiel companheira vai-lhe ao encontro. Esse período foi de
muita luta em defesa da memória do Codificador e dos ideais
da doutrina por ele codificada. O registro do óbito aqui apresentado
foi fornecido a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins
e conseguido após pesquisa pela Internet com Stênio Monteiro
de Barros. "BOUDET 162. No ano de mil oitocentos e oitenta
e três, aos vinte e dois de janeiro, às dez horas da [noite]
manhã. Ato de Falecimento de Amélie Grabrielle Boudet, com
oitenta e sete anos, com rendas próprias, nascida em Thiais
(Seine), falecida em seu domicílio, em Paris, Avenida de Sègur
nº 39, ontem pela manhã, às seis horas, filha de pai e mãe
cujos nomes não nos são conhecidos, viúva de Denisard, Hippolyte
Léon Rivail. Lavrado por nós, Claude, Arthur, Pougy, adjunto
do maire, funcionário do Estado civil do Sétimo distrito de
Paris, pela declaração de Pierre Gaëtan Leymarie, casado,
de cinqüenta e seis anos, publicista, morando na rue des Petits
Champs 5 e de Hubert Joly, com sessenta e dois anos, marmorista,
morando na rue du Faubourg Saint Antoine 175, que assinaram
conosco após a leitura. P.G. Leymarie, Joly, A. Pougy." Os
colchetes não são do original, como se observa na foto. A
palavra soir (noite) foi escrita e depois cortada, aparecendo
um sinal (+) que remete à margem esquerda, onde foi corrigido
para matin (manhã). E a grafia Denisard em vez de Denizard
deve ser considerada levando-se em conta a observação que
lançamos no final da legenda referente à foto Nascimento de
Allan Kardec.
«VOLTAR
Óbito
de Elisabeth Roustaing
Desencarnou dois meses antes de Roustaing
- Jeny, como era familiarmente chamada a esposa de Roustaing,
desencarnou em novembro de 1878. Em 2 de janeiro de 1879,
Jean-Baptiste Roustaing a seguia, naturalmente por não suportar
a partida de sua querida esposa, apenas dois meses antes,
em 8 de novembro de 1878. Aqui está o ato de falecimento de
Elisabeth Roustaing, conhecida em família por Jeny: "2010.
Roustaing Elisabeth. No dia oito de novembro do ano de mil
oitocentos e setenta e oito, às três horas (???) perante nós
[...] Adjunto do Maire de Bordeaux, delegado para exercer
as funções de Oficial do Estado Civil, compareceram Adrien
Roustaing, de trinta e dois anos, proprietário em Targon (Gironde),
Joseph Roustaing, de trinta e dois anos, notário em Targon
(Gironde), parentes da falecida, os quais nos declararam que
Elisabeth Roustaing, de setenta e três anos, natural de Ladaux
(Gironde), sem profissão, viúva em primeiras núpcias de [...]
Lafourcade, esposa em segundas de Jean Baptiste St. Omer Roustaing,
filha de [...] Roustaing e de Elisabeth Cheminade, sua esposa,
faleceu esta manhã às dez horas, na rua St. Siméon 17. Feita
a leitura do presente, as testemunhas assinaram conosco. -
Roustaing. J. Roustaing. O Adjunto do Maire, A. Plumeau."
Os colchetes não constam do documento original e aqui estão
apenas para assinalar que os espaços não foram preenchidos
pelo cartório.
«VOLTAR
Óbito de Emilie Collignon
25 de dezembro de 1902
- A admirável médium Emilie Collignon desencarnou no início
do nosso século, em 25 de dezembro de 1902, às 5,30 h da manhã,
em sua residência, com 82 anos. Seguem-se os termos do registro
de óbito na comuna de Saint-Georges-de- Didonne: "Falecimento
de Emilie-Aimée-Charlotte Bréard Viúva Collignon. No dia vinte
e cinco de dezembro de mil novecentos e dois, às nove horas
da manhã, diante de nós, Pelletan Senion, Eugène, maire, oficial
do Estado civil da comuna de Saint-Georges-de- Didonne, cantão
de Saujon, departamento da Charente-Inférieure, compareceram
Armand Camus, de quarenta e dois anos, morando em Saint-Georges-de-Didonne,
profissão de doutor em medicina, que disse não ser parente
da defunta; e Adolphe Autrusseau, de cinqüenta anos, morando
em Saint-Georges-de-Didonne, profissão de professor primário,
que declarou não ser parente da defunta; os quais declararam
que Emilie-Aimée-Charlotte Bréard, sem profissão, faleceu
nesta comuna, hoje, às cinco e meia da manhã, em seu domicílio,
com a idade de oitenta e dois anos, nascida em Anvers, dept.
[departamento] da Bélgica, [e seu vivo] viúva de Charles-Paul
Collignon, morando em Saint-Georges-de-Didonne, filha do recentemente
falecido Paul-Damase Bréard e da recentemente falecida Aimée-Marie-Célestine
Hubert, e os declarantes assinaram conosco o presente ato,
após ter sido feita a leitura para eles." As quatro assinaturas
estão irreconhecíveis. Os colchetes não são do original, aqui
aplicados apenas para isolar a alternativa constante do documento
e para tornar extenso o termo abreviado.
«VOLTAR
Óbito de Roustaing
2 de janeiro de 1879 - No dia
2 de janeiro de 1879, às 10 horas da manhã, desencarnou o
grande missionário Jean-Baptiste Roustaing. O registro do
óbito está arquivado na mairie de Bordeaux sob o nº 17, nos
seguintes termos: "17. Roustaing Jean. No dia três de janeiro
do ano de mil oitocentos e setenta e nove, à uma hora da tarde,
diante de nós, A. Plumeau, Adjunto do Maire de Bordeaux, encarregado
para exercer as funções de oficial do Estado civil, compareceram
Joseph Roustaing, de trinta e dois anos, notário em Targon
(Gironde), e Jean Jaussin, de cinqüenta e um anos, farmacêutico,
residente na rua do Cerf-Vollant 11, o primeiro testemunha
sobrinho e o segundo amigo do falecido, os quais nos declararam
que Jean-Baptiste Roustaing, cognominado em família St. Omer,
com a idade de setenta e três anos, nascido em Bordeaux, advogado,
viúvo de Elisabeth Roustaing, dita Jenny, filho de François
Roustaing e de Marguerite Robert, sua esposa, faleceu ontem
de manhã, às dez horas, na rua St. Siméon 17. Leitura feita
do presente. As testemunhas assinaram conosco. - Jean Jaussin,
J. Roustaing. O Adjunto do Maire, A. Plumeau." Detalhe curioso:
o registro do óbito tem o mesmo número da residência em que
Roustaing desencarnou...
«VOLTAR
O
Livro dos Espíritos
A Terceira Revelação - Depois
do Decálogo de Moisés (Primeira Revelação) e do Evangelho
de Jesus-Cristo (Segunda Revelação), Deus compadeceu-se mais
uma vez das imperfeições humanas e permitiu o acesso a novos
conhecimentos evolutivos, enviando o Consolador prometido
na feição da Terceira Revelação, o espiritismo. Para isso,
convocou, por intermédio do Cristo, governador do planeta,
um espírito de gigantesca envergadura moral e enobrecido por
uma história secular marcada por muitos momentos de coragem
e retidão. O ilustre pedagogo francês Hippolyte-Léon Denizard
Rivail reencarna no século XIX e cumpre seu destino glorioso,
empenhando-se na dificílima tarefa de codificar as mais novas
verdades que lhe chegavam ao conhecimento, por cerca de dez
intermediários da alta espiritualidade. Trabalhando desde
agosto de 1855, após muita luta, muito estudo, muita confiança,
o enviado arremata o esforço publicando O Livro dos Espíritos,
em 18 de abril de 1857, a que assina com o pseudônimo Allan
Kardec. É um monumento de síntese filosófica, científica e
religiosa e assinala as claridades celestiais da caminhada
terrestre. A reprodução aqui apresentada é do frontispício
da 1ª tradução em português, feita em 1875, por Fortúnio,
pseudônimo do médico brasileiro Joaquim Carlos Travassos.
O exemplar, raríssimo, é da coleção particular de Luciano
dos Anjos. Clicando na foto da obra, poderão ser conhecidas
muitas outras informações sobre O Livro dos Espíritos,
redigidas por Luciano dos Anjos Filho.
«VOLTAR
Origem
e evolução do Espírito
A perfeição em linha reta ou depois da
queda - Síntese da evolução do espírito na origem de
sua formação como essência espiritual, princípio inteligente,
oriundo do fluido cósmico universal. Depositada nos mundos
primitivos, essa essência passa da inércia à vida, sofrendo
todas as provas através dos reinos mineral, vegetal e animal
e seus respectivos reinos e espécies intermediários, até atingir
certo grau de inteligência. Segue-se a chegada ao ponto de
preparação para a existência espiritual consciente, quando
então cessa o instinto e inicia o pensamento, proporcionando
a entrada no estado de infância, momento da criação do espírito
simples e ignorante. Nos mundos ad hoc conquista a consciência,
ganha razão, livre-arbítrio e responsabilidade e a condição
de espírito pronto para ser humanizado, se vier a falir. É
ainda nos mundos ad hoc que o espírito criado forma seu perispírito,
instrumento e meio de realizar progresso constante e firme
na senda da evolução, até alcançar a perfeição moral que o
põe ao abrigo de todas as quedas; ou, se vier a cair pelo
ateísmo, pelo egoísmo ou pelo orgulho, realizará esse progresso
num mundo material mediante encarnações e reencarnações sucessivas,
até atingir a mesma perfeição moral. O gráfico demonstra,
em última análise, que O Livro dos Espíritos é a
filosofia espiritualista para a evolução do espírito em queda,
falido, na direção da perfeição. Trabalho concebido e elaborado
por Pedro Miguel Calicchio; arte-final de Fernanda Vasconcelos
Maia Forte.
«VOLTAR
Os Quatro Evangelhos
As edições em português - A 1ª
tradução portuguesa de Les Quatre Évangiles apareceu
em 1909, editada pela Federação Espírita Brasileira, sem dúvida
de autoria de Raymundo Ewerton Quadros, trabalho que já vinha
sendo aproveitado em série no Reformador, por iniciativa de
Bezerra de Menezes, desde 1898. Esta série é interrompida
exatamente com o lançamento do livro, em três volumes, tal
qual o original francês. Em 1920 foi lançada a 2ª edição,
já então traduzida pelo grande vernaculista Luiz Guillon Ribeiro,
tradutor também das obras de Allan Kardec. Guillon Ribeiro
promove nova divisão na matéria, distribuindo-a em quatro
volumes e acrescida de um minucioso índice remissivo de assuntos,
além de breves apostilas nas margens laterais, sintetizando
o tema de cada trecho. Dividiu também o Prefácio, inserindo-o
nos volumes 1 e 4, como está até hoje, mas suprimiu a Introdução,
que não constou da 2ª tiragem francesa. Como houvera calcado
a sua tradução nessa 2ª tiragem, traduziu também o encarte
que esta contém: parte da resposta dos discípulos de Roustaing
aos críticos da obra, e que havia sido publicada em 1882,
num pequeno opúsculo. Em 1942 veio a lume a 3ª edição, sem
qualquer alteração. Em 1954 aparece a 4ª, com o restabelecimento
da Introdução e a supressão do encarte. E em 1971, na administração
de Armando de Oliveira Assis, a 5ª edição apresenta capa nova,
moderna, arte-final de capista profissional em cima de lay-out
de Luciano dos Anjos. Atualmente circula já a 8ª edição, de
1994, com capa novamente modificada e de gosto duvidoso. Houve
o lançamento também de um 1º volume isolado, em 1918, que
acabou recolhido devido aos numerosos erros tipográficos contidos
na impressão feita em Portugal e do qual existe um exemplar
raríssimo na biblioteca particular de Luciano dos Anjos. O
frontispício aqui reproduzido é da 1ª edição de 1909. Todos
esses dados e muitos outros relatados por Luciano dos Anjos
poderão ser lidos clicando na foto da obra.
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O testamento de Roustaing
 
Kardec, o maior herdeiro
- Afinal, depois de muitos anos de pesquisa, apareceram os
testamentos do missionário Jean-Baptiste Roustaing. São peças
verdadeiramente dignas de uma alma nobre e plena de amor ao
próximo. Assinalam ainda sua profunda fé no espiritismo e
a admiração que nutria pelo mestre Allan Kardec. Roustaing
lega razoáveis valores para os parentes, para instituições
de caridade, para a assistência aos seus colegas através da
Ordem dos Advogados, para quem lhe devia dinheiro, para a
doméstica que cuidasse dele nos derradeiros momentos da desencarnação
e, principalmente (a maior quantia), para Allan Kardec, presidente
da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Esse legado
ao Codificador estava no primeiro testamento, datado de 2
de dezembro de 1861, depositado no cartório Me. I.-A. Thierrée,
notaire à Bordeaux. Os Quatro Evangelhos surgiram em 1866;
A Gênese, com a opinião de Kardec sobre o corpo de Jesus,
apareceu em 1868; Roustaing só foi redigir o segundo testamento
em 25 de novembro de 1878. Allan Kardec já havia desencarnado
há quase dez anos e, é óbvio, não mais podia ser agraciado.
Até enquanto viveu, no entanto, era ele o maior herdeiro de
Roustaing.
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Pietro
Ubaldi
O intérprete de Sua Voz - O livro
mais extraordinário de Pietro Alleori Ubaldi é sem dúvida
A Grande Síntese; mas a trilogia que compõe com
Deus e Universo e O Sistema se constitui num
dos mais avançados momentos de evolução da humanidade. A capacidade
de registrar as "correntes de pensamento" (como ele próprio
definiu a origem de suas mais altas captações superconscienciais)
ampliou notavelmente a extensão das revelações apresentadas
por Allan Kardec e J.-B. Roustaing. Ofertou-nos Ubaldi 23
obras excelentes, mas as outras 20, além da famosa trilogia,
foram elaboradas bem mais com sua contribuição pessoal que,
como a de qualquer missionário, não seria de se descartar.
Depois de conviver ao lado do Cristo, reencarnou agora na
Itália, na cidade de Foligno, na Úmbria, em 1886; mas em 1951,
por orientação dos espíritos superiores veio para o Brasil,
onde ficou radicado até à desencarnação, em 1972, data que
profetizou, por escrito, com fantástica precisão. A Grande
Síntese foi o primeiro trabalho e é o mais notável. O
pensamento do Cristo, numa linguagem belíssima, apresentou-se
como Sua Voz. Na foto, Luciano dos Anjos e Pietro Ubaldi,
num flagrante da década de 50, no Rio de Janeiro.
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Reformador
Órgão evolucionista - "Lançado
por Augusto Elias da Silva em 21 de janeiro de 1883, com recursos
tirados de seu próprio bolso, o Reformador era impresso
em 4 páginas, no formato de jornal, feição que conservou até
dezembro de 1902. Era quinzenal. Representou verdadeiro ato
de coragem da fé, pois naquela época, mais do que nunca, as
baterias do catolicismo e do materialismo se voltavam contra
o espiritismo. A redação e oficinas do Reformador ficavam
no ateliê fotográfico de Augusto Elias da Silva, na rua da
Carioca (ex-rua São Francisco de Assis) nº 120, 2º andar,
onde também residia a sua família. Mais tarde, em 1º de fevereiro
de 1888, teve a sua secretaria e a sua tesouraria transferidas
para a rua do Clube Ginástico (hoje rua Silva Jardim) nº 17
(depois 25), para onde também veio a transferir-se a Federação
Espírita Brasileira. Antes, no dia 1º de janeiro de 1884,
quando a FEB foi fundada, naquele mesmo dia Augusto Elias
da Silva transformou o Reformador em órgão oficial
da nova entidade, e entregou a direção a Ewerton Quadros."
Esses dados e muitos outros podem ser conferidos nas páginas
de O Atalho, de Luciano dos Anjos (Publicações Lachâtre),
que apresenta extenso e fiel desenvolvimento da história do
espiritismo. O fac-símile é do número 1 do Reformador,
raridade que pode ser encontrada na biblioteca da FEB e na
Biblioteca Nacional.
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Residência
de Roustaing
Rue Saint-Siméon nº 17 - Neste
prédio morou Jean-Baptiste Roustaing desde o seu casamento
com Elisabeth Roustaing (Jenny), em 24 de agosto de 1850,
até à sua desencarnação, no dia 2 de janeiro de 1879, e onde
foi realizado o velório. Portanto, já morava aqui quando,
em 1866, terminou o gigantesco trabalho de coordenação do
texto de Os Quatro Evangelhos, a extraordinária revelação
da revelação, recebida por Emilie Collignon. O prédio ainda
existe. Recentemente era ocupado por um dentista, com seu
consultório, que porém já o deixou. Agora está sendo reformado
por um escritório de arquitetura.
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Túmulo
de Allan Kardec
Dólmen inspirado nos druidas -
O mais famoso, o mais visitado e o mais original túmulo do
cemitério Père-Lachaise, em Paris. A construção segue uma
linha de inspiração druídica (os druidas eram religiosos celtas),
com a aplicação harmônica de três blocos de pedra, dispostos
em duas colunas e uma laje. No centro se eleva pequeno busto
em bronze do Codificador. No frontispício do dólmen está esculpida
a célebre sentença, síntese admirável do processo reencarnacionista
levando à perfeição do ser: NAÎTRE, MOURIR, RENAÎTRE ENCORE
ET PROGRESSER SANS CESSE TELLE EST LA LOI. A escultura foi
inaugurada em 31.3.1870, cerca de 14 horas. Detalhe bastante
interessante, observado desde muitos anos por Luciano dos
Anjos e que se encontra no livro A Posição Zero:
a fonte inspiradora da inscrição-síntese foi, com certeza,
Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, a qual
pode ser lida nas páginas vol. I, págs. 305 e 339 da 5ª edição
de 1971 da Federação Espírita Brasileira (págs. 191 e 227
do original francês). Já antes, no dia 14.10.1861, quando
Allan Kardec visitou Bordeaux, o sr. Sabô (do grupo de Roustaing)
saudou o mestre com palavras em que também disse a mesma frase
do dístico do dólmen (vide Revue Spirite de novembro de 1861,
pág. 331, correspondente à 347 da tradução em português).
O flagrante aqui apresentado é do momento em que o túmulo
estava sendo visitado, em 1995, por por Luciano dos Anjos
e Leda Pereira da Rocha.
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Túmulo de Jean-Baptiste
Roustaing
Cemitério de Chartreuse
- Neste jazigo foi sepultado o corpo de Jean-Baptiste Roustaing,
às 9,15 horas do dia 4 de janeiro de 1879 (ele desencarnou
dois dias antes). Está localizado no cemitério de Chartreuse,
na rue François de Sourdis, em Bordeaux. O exato local do
túmulo é a Allée des sapeurs pompiers, 13ème série, Nº 242,
Côté E, 29e S . Essa quadra fica logo à esquerda de quem entra
no cemitério pelo portão principal, bastando chegar à primeira
aléia. O jazigo (caveau Gautier) mede 4,90m de comprimento
e 2,89m de largura. Quem fez a aquisição, por concessão de
18.4.1845, foi Jean-Baptiste Gautier, então residindo na rue
des Trois Conils nº 7, casa ao lado da de François Roustaing,
pai de Jean-Baptiste Roustaing, que residia no nº 9. Eles
vieram a ser contraparentes, pois o filho mais velho, Joseph
Roustaing (Adolphe), casou com Catherine Zoraïde Gautier,
filha de Jean Gautier. Quando este morreu, em abril de 1846,
foi ali enterrado e seguidamente os demais membros das duas
famílias, Gautier-Roustaing. O primeiro Roustaing inumado
foi exatamente Joseph (Adolphe), em 9.12.1852. Sua mãe (e
do irmão missionário) Marguerite Robert, foi enterrada em
18.12.1855; o pai, François Roustaing, em 3.11.1878; Elisabeth,
esposa de Jean-Baptiste, foi sepultada ali em 10.11.1878;
e menos de dois meses depois, no dia 4.1.1879, acontece o
enterro de Jean-Baptiste Roustaing, o autor de Os Quatro
Evangelhos, desencarnado dois dias antes. Outros membros
da família foram sendo levados para o jazigo. O último se
chamou René Louis Roustaing, inumado em 26.8.1997, portanto,
há apenas dois anos. A foto que ilustra este texto foi feita
por um dos descendentes de Roustaing, a pedido de Luciano
dos Anjos, que com ele se corresponde.
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Última residência
de Allan Kardec
 
Villa de Ségur (Paris, França)
- Na avenue Ségur ficava a residência oficial de Allan Kardec,
mas ele passava a maior parte do tempo na Passage Sainte-Anne
nº 59, onde tinha seu escritório. Logo que iniciou sua atuação
no espiritismo ele comprara um terreno de quase 3.000 metros
quadrados naquela avenida, situada atrás dos Invalides. Seu
projeto era erguer ali seis casas modestas, ajardinadas, reservando
uma delas para sua moradia definitiva. Após a desencarnação,
o conjunto de casas deveria ser utilizado como asilo destinado
a velhos indigentes empenhados na defesa do espiritismo. Embora
mais ativo na Passage de Saint-Anne, Allan Kardec era também
muito procurado na casa da Villa de Ségur, onde recebia amigos
e adeptos da doutrina. Suas tertúlias se prolongavam até tarde
da noite, em meio às quais não faltavam, ao lado dos assuntos
sérios e graves, os momentos de riso e muita alegria. As fotos
que ilustram este texto são de Édson Audi, as quais reproduzimos
de seu belíssimo livro Vida e Obra de Allan Kardec,
lançado em 1999 pela Publicações Lachâtre.
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Yvonne A . Pereira
Exemplo de mediunidade séria
- Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984) foi uma das mais seguras
e expressivas médiuns da contemporaneidade. Psicografou inúmeras
obras de autoria de espíritos como Charles (seu mentor espiritual),
Léon Tolstoi e Camilo Castelo Branco, encoberto pelo pseudônimo
Camilo Cândido Botelho. Memórias de um Suicida (orientada
pelo espírito Léon Denis) traz o impressionante relato da
difícil situação espiritual por que passou o célebre escritor
português. Em A Tragédia de Santa Maria, ditada por
Bezerra de Menezes, se encontram elogios às obras preciosas
de Bittencourt Sampaio, resumos de Os Quatro Evangelhos,
de J.-B. Roustaing, bem como ao médium que as recebeu, Frederico
Pereira da Silva Júnior. Yvonne Pereira deixou em mãos de
Luciano dos Anjos uma breve autobiografia para que fosse publicada
após a sua desencarnação, mas que o jornalista ainda mantém
inédita.
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Zilda Gama
A
mais respeitada médium do limiar do século - Extraordinária
médium brasileira sempre respeitadíssima em todos os lugares
por onde andou. É com Zilda Gama (1878-1969) que se inicia
a fase dos romances mediúnicos recebidos no Brasil. Obras
como Na Sombra e na Luz, Do Calvário ao Infinito
e Dor Suprema (ditadas psicograficamente por Victor
Hugo) surgem como verdadeiras pérolas de sabedoria e luz da
espiritualidade maior. Foi ainda através de sua cristalina
mediunidade que Allan Kardec enviou longas mensagens de apoio
ao corpo fluídico de Jesus, contidas no livro Diário dos
Invisíveis.
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