Jesus-CristoCristo de Dali


Governador espiritual do planeta Terra e nosso irmão maior - Nessa condição, vem acompanhando a evolução deste planeta e da sua humanidade há quase 5 bilhões de anos (tempo aproximado de sua existência), quando recebeu de Deus a responsabilidade dessa tarefa. "Guia e modelo da humanidade", no dizer dos espíritos reveladores. Único ser que foi capaz de dividir a história do mundo em antes e depois dele. Tornando-se tangível em sua aparição no planeta, ocupou a mais humilde posição, a de servo da humanidade, deixando todo um código de amor, bem-viver e do encontro da felicidade no chamado "Reino de Deus", que começa em nosso interior. Foi e é o responsável pelo envio das três revelações ao globo terrestre: moisaica, cristã e espírita. A fantástica pintura que ora apresentamos é obra-prima de Salvador Dali.

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Allan Kardec (1804-1869) Extensa biografia do codificador do espiritismo.  Texto Pedro Miguel Calicchio .
Codificador da doutrina espírita - O educador por excelência e, no dizer de Camille Flammarion, "o bom senso encarnado". Foi escolhido para tão elevada missão justamente pela nobreza de seus sentimentos e pela elevação do seu caráter, tudo aliado a uma sólida cultura e brilhante inteligência. Através das observações dos fenômenos espirituais e auxiliado pela espiritualidade maior, deixou para a humanidade, em pouco mais de uma década de trabalho, todo um conjunto filosófico-científico-religioso a reviver a moral cristã e a responder às questões fundamentais das criaturas: de onde viemos, quem somos, o que fazemos aqui e para onde vamos. Marcado pelo caráter da revelação, O Livro dos Espíritos, dado à luz em 18 de abril de 1857, é o coroamento da missão de Allan Kardec, o até então professor Hippolyte-Léon Denizard Rivail, e representa a mais recente manifestação divina no misericordioso socorro aos espíritos em queda. A foto aqui apresentada é do mestre com apenas 25 anos.

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Jean-Baptiste Roustaing (1805-1879)Os quatro missionários
Missionário encarregado do trabalho da fé - Está no cap. XX do livro de Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, edição de 1938, da FEB, que Jean-Baptiste Roustaing reencarnou na França, juntamente com Léon Denis, Gabriel Delanne e Camille Flammarion para, os quatro, colaborarem com Allan Kardec no gigantesco trabalho de consolidação da Terceira Revelação, o espiritismo. Denis encarregou-se da parte filosófica, Delanne ficou com a parte científica, a Flammarion coube as grandezas cosmológicas e, finalmente, incumbiu-se Roustaing do aspecto religioso. Daí a coordenação a que se lança da portentosa obra Os Quatro Evangelhos, psicografada por Emilie Collignon, em Bordeaux, e dada à luz em 1866, menos de dez anos depois do aparecimento de O Livro dos Espíritos. Muito combatido, criticado, perseguido, injustiçado, injuriado às vezes, nem por isso desanimou, pois passava pelas mesmas agruras do mestre Allan Kardec e pelas quais todo grande missionário sempre passa. Ainda não temos uma foto ou pintura do celebrado advogado bordelense. Apresentamos aqui, em compensação, um flagrante atual da rue Porte Saint-Jean nº 1, em Bègles, na Gironde, onde a família de Roustaing residiu nos primeiros anos do século XIX e, com quase toda a certeza, ele nasceu. A brilhante trajetória de Jean-Baptiste Roustaing como homem e como espírita pode ser lida, em trabalho de Luciano dos Anjos, clicando na foto acima.

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Antônio Luiz SayãoAntônio Luiz Sayão
Resumo de Roustaing - O prestigioso advogado Antônio Luiz Sayão (1829-1903) foi o fundador, em 15 de julho de 1880, do memorável Grupo dos Humildes, conhecido depois pelos sucessivos nomes de Grupo do Sayão e Grupo Ismael, quando finalmente foi incorporado à Federação Espírita Brasileira. Era o próprio Sayão quem dirigia os trabalhos, no Rio de Janeiro, apoiados no estudo de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing. Autor de Elucidações Evangélicas à Luz da Doutrina Espírita, um resumo muito didático da obra coordenada pelo ilustre advogado de Bordeaux, e que mereceu os encômios públicos de Bezerra de Menezes, em judicioso artigo publicado na Gazeta de Notícias de terça-feira, 6.4.1897, pág. 3. Esse trabalho representou, de certa forma, a materialização do entendimento de Allan Kardec, que considerava vantajosa a redução da revelação de Roustaing em 1 volume. Para ler essa opinião do Codificador, abra aqui nesta home-page, no menu TEXTOS, o título Notícias Bibliográficas - Os Evangelhos explicados pelo Sr. Roustaing.

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A resposta dos discípulos de RoustaingLes Quatre Evangiles
Único exemplar existente no Brasil - Todos sabem do encarte feito na 2ª tiragem de Les Quatre Evangiles, de J.-B. Roustaing, em 1882. Parte dele aparece traduzido por Guillon Ribeiro, na edição nossa de 1920, da Federação Espírita Brasileira. Intitula-se Les Quatre Evangiles de J.-B. Roustaing. Réponse à ses critiques et à ses adversaires, édité par les élèves de J.-B. Roustaing. Absurdos, falsidades, mentiras, tudo já foi dito sobre esse trabalho, ao lado de acusações ridículas e sem qualquer fundamento a respeito do seu conteúdo, cuja inteireza ninguém conhece. Que Allan Kardec e Roustaing divergiram, até com certo rigor, não há por que esconder e nem isso é grave. Muitos outros divergiram do mestre. Mas o tom sempre foi cristão de ambas as partes. Mesmo porque Roustaing apenas replicava o que Allan Kardec escrevera no prefácio de O Céu e o Inferno, suprimido a partir da 3ª edição. Esses fatos estão analisados na obra de Luciano dos Anjos, A Posição Zero, a ser lançada ainda. São fatos absolutamente inéditos, como inédito é no Brasil e no mundo atual o conhecimento do original dessa resposta escrita por Jean Guérin em nome dos discípulos de Roustaing. Esse raríssimo opúsculo, sem cortes, integral, absolutamente completo, faz parte de há muito da biblioteca particular de Luciano dos Anjos, que elabora a tradução para posterior divulgação. É da capa o clichê aqui reproduzido.

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Armando de Oliveira AssisArmando de Oliveira Assis
A mais profícua administração - Secretário, vice-presidente e finalmente presidente, durante o qüinqüênio 1971/1975, da Federação Espírita Brasileira, promoveu, na contemporaneidade, a mais profícua administração da Casa-Máter do Espiritismo. Registraram-se mudanças de muita profundidade, em todos os setores, notadamente na metodologia do estudo e da orientação do movimento espírita, com grande ênfase na visão da liberdade de ação e de consciência dos seguidores de Allan Kardec. Os editoriais do Reformador, à sua época, dão a medida desse posicionamento, marcado pela inteligência, pelo conhecimento doutrinário e, principalmente, pela coragem de defender os princípios da Federação Espírita Brasileira, com vistas a buscar sempre a união fraterna de todos, mas sem a hipocrisia das concessões dos que preferem os cargos ao cumprimento do dever imposto pela convicção da verdade. Espelhando-se em Bezerra de Menezes e em todos os demais presidentes que o precederam no cargo, sustentou sempre a lúcida pregação do binômio Kardec-Roustaing. Como acontece aos homens verdadeiramente sérios, bem intencionados e fiéis à consciência, não foi compreendido por muitos, mas com certeza recebeu o galardão de Ismael e do Cristo, depois que retornou à espiritualidade, em 1988. Vemos na foto que escolhemos para ilustrar este texto o então presidente da FEB ao lado de Francisco Cândido Xavier e Luciano dos Anjos. Clicando na foto de Armando de Oliveira Assis, poderá ser conhecida extensa biografia do grande espírita que ele foi.

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Assinatura de Allan KardecAssinatura de Allan Kardec

O mais famoso jamegão espírita - Inteirado de que vivera nas Gálias, no primeiro século da nossa era, como sacerdote druida e que se chamava Allan Kardec, logo o pedagogo Hippolyte-Léon Denizard Rivail incorporou o novo nome, quando do lançamento de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857. Sofreu críticas por isso, a que ele respondeu com elegância e, inicialmente, até com um certo mistério. Descartava a tola acusação de que buscara ocultar a personalidade para fugir ao ridículo e anotava que tinha razões que justificavam a atitude, em face de informações importantes dos espíritos sobre uma significativa encarnação passada. Posteriormente aquelas razões foram tornadas públicas, ao lado da confessada conveniência de que o novo pseudônimo marcasse perfeita divisão entre os dois momentos de sua vida e de suas idéias. O nome Allan Kardec ultrapassou as fronteiras religiosas francesas e ganhou a celebridade universal, com o jamegão inconfundível.

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Assinatura de J.-B. RoustaingAssinatura de J.B.Roustaing
A marca pessoal do missionário - Durante mais de cem anos foram procurados dados pessoais de Jean-Baptiste Roustaing, além daqueles poucos que se acham no Prefácio e na Introdução de Os Quatro Evangelhos, psicografados por Emilie Collignon. Hoje, depois de muitas pesquisas, já possuímos um conjunto de informações realmente satisfatório. Velado na humildade dos verdadeiros cristãos-espíritas, não se preocupou em deixar maiores rastros de sua vida no mundo, muito mais atento sem dúvida ao reconhecimento do mundo espiritual. Bastaria pois a portentosa revelação que coordenou e com despretensão legou ao mundo em queda. Poderia pelo menos ter deixado impressos no frontispício da obra seu retrato e sua assinatura. Não o fez. Contudo, seus discípulos fomos, como seria natural, atrás dos eventuais registros particulares. Aí está, recolhida do seu testamento a assinatura de J.-B. Roustaing, na qual se pode bem distinguir a firmeza e a expressividade da marca pessoal do missionário de Bordeaux.

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Bezerra de Menezes Bezerra de Menezes
Coordenador do movimento espírita - Cognominado o "Médico dos Pobres", Bezerra de Menezes (1831-1900) é um dos missionários designados pelo Alto para a coordenação do movimento espírita no Brasil. Ocupou a presidência da Federação Espírita Brasileira - a Casa-Máter do Espiritismo - em dois mandatos, o segundo de 1895 até à sua desencarnação, em 1900. Fiel ao binômio Kardec-Roustaing, imprimiu ao espiritismo um caráter evangélico e de assistência integral ao ser humano. Buscou por todos os modos a unificação das instituições espíritas e a união fraternal de todos os adeptos da doutrina, sem entretanto ceder um milímetro no terreno dos princípios em que acreditava. Acusado de "místico" no período terrível em que a FEB se viu atacada por todos os flancos pelas correntes chamadas "cientificistas", resistiu bravamente e se saiu vitorioso. Foi Bezerra de Menezes quem introduziu nos estatutos da Federação Espírita Brasileira a obrigatoriedade do estudo da obra Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing. No plano espiritual, continua exercendo suas atividades de amparo aos encarnados e desencarnados e de orientação ao movimento espírita. Registram os relatos espirituais que Bezerra de Menezes já poderia estar em planos mais evoluídos, não acontecendo, por enquanto, devido ao seu espírito de renúncia em favor dos que ainda se encontram na Terra. Abra aqui, no menu TEXTOS, o título Bezerra de Menezes para conhecer interessante roteiro de estudo elaborado por Jorge Pereira Braga.

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Bittencourt SampaioBittencourt Sampaio
Uma estrela - Francisco Leite de Bittencourt Sampaio (1834-1895), poeta, escritor, médium receitista e um dos maiores vultos do espiritismo. Autor de A Divina Epopéia e, após sua desencarnação, De Jesus para as Crianças, Jesus Perante a Cristandade e Do Calvário ao Apocalipse, pela mediunidade de Frederico Pereira da Silva Júnior, obras publicados pela FEB; as duas últimas constituem uma complementação de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, conforme previsto no prefácio da Revelação da Revelação. No livro Voltei, do Irmão Jacob (psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição também da FEB), Bittencourt Sampaio, pioneiro do espiritismo no Brasil, é identificado como uma estrela, tal a sua elevação espiritual.

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Camille FlammarionCamille Flammarion
Missionário da abertura dos céus - O maior astrônomo da França de todos os tempos. Teria recebido psicograficamente o cap. VI de A Gênese, intitulado "Uranografia Geral", cujo autor espiritual seria Galileu Galilei. Esse assunto gerou algumas discordâncias entre Kardec e Flammarion, ainda que amistosas. É que o astrônomo, assegurando de início tratar-se de trabalho mediúnico, por sinal produzido durante as sessões da própria Sociedade Espírita de Estudos Parisienses, posteriormente negou-lhe a origem, achando que ele próprio fora o autor. Ampliando-se a controvérsia, outras conclusões levariam à afirmativa de que Flammarion seria, isto sim, a reencarnação de Galileu. Certo é, por outro lado, que, ao "abrir as cortinas dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes" - como revela Humberto de Campos, em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier - Camille Flammarion se tornaria um dos missionários colaboradores da tarefa de Allan Kardec, juntamente com Roustaing, Denis e Delanne.

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Casamento de Kardec e Amélie BoudetZOOM
Certidão reconstituída - No ano de 1871, em meio à insurreição durante o governo revolucionário (A Comuna de Paris), aconteceu grande incêndio nos arquivos da cidade. Todos os documentos destruídos tiveram de ser oficialmente reconstituídos. Foi o caso do Ato de Casamento de Kardec e Amélie Boudet que, por tal motivo, como se constata da foto aqui apresentada, não leva assinaturas, salvo a da autoridade competente. "Reconstituição dos Atos do Estado Civil. República Francesa. Liberdade - Igualdade - Fraternidade. Prefeitura do Departamento do Seine. 9 de fevereiro de 1832. Ato de Casamento. L'Abbaye-aux-Bois. Restabelecido em virtude da Lei de 12 de fevereiro de 1872, pela seção da Comissão, em sua sessão do [..............]. [....e] Distrito de Paris - Ano 1832. Rivail e Boudet. Ano de mil oitocentos e trinta e dois, aos nove de fevereiro, em Paris, Ato de Casamento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, diretor de Escola, morando na rua de Sèvres, nº 35, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, e de Jeanne Louise Duhamel, sua espos; e de Amélie Gabrielle Boudet, morando na rua da Planche, nº 10, filha de Julien Louis Boudet, e de Julie Louise Saigne, sua esposa falecida. O Membro da Comissão. (???) Charoy." O pontilhado entre colchetes, como se vê no original, é de espaço não preenchido, sendo que o menor, está evidente, deveria conter o número correspondente ao arrondissement (distrito) de Paris, no caso, nº 2; as interrogações entre parênteses significam que não foi possível decifrar a letra. (Documento cedido a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins e obtido em pesquisa com Stênio Monteiro de Barros.)

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Casamento de Roustaing e ElisabethZOOM
Casou com a prima viúva - Roustaing se casou aos 44 anos com uma prima, Elisabeth, da mesma idade. Não tiveram filhos. Pelos termos do testamento de Roustaing sabe-se do quanto se amavam. Juntos trabalharam em atividades de ajuda ao próximo. Eis o texto completo do registro de casamento: "428. Roustaing Jean e Roustaing Elisabeth. Aos vinte e quatro de agosto de mil oitocentos e cinqüenta, à tarde, diante de nós, Pierre Casteja, um dos adjuntos do senhor Maire de Bordeaux, compareceram de um lado o Senhor Jean Baptiste Roustaing, advogado na Corte de Apelação de Bordeaux, de quarenta e quatro anos, nascido na cidade de Bègles, Gironde, em quinze de outubro de mil oitocentos e cinco, residente em Bordeaux com seus pai e mãe, na rua dos Três Conils 5, filho do senhor François Roustaing, proprietário, e da senhora Marguerite Robert, sua esposa. E de outro lado a senhorita Elisabeth Roustaing, viúva do senhor Raymond Lafourcade, de quarenta e quatro anos, nascida em Ladaux, Cantão de Targon, Gironde, no dia treze de dezembro de mil oitocentos e cinco, residente em Bordeaux, na rua D'aquitaine 63, filha do senhor Pierre Roustaing, proprietário, falecido, e da senhora Elisabeth Chéminade Saveune, os quais comparecem querendo se unir em matrimônio, agindo como maiores. O primeiro com consentimento de seus pai e mãe aqui presentes, e a última, com o da mãe, expresso em um ato autêntico, com data de vinte e dois de julho último, na declaração de me. Labadie de Salarde e seu colega, notário em Bordeaux, ato que ficou anexado ao processo das peças do presente casamento, após ter sido assinado por estar conforme. Em conseqüência, eles nos requereram de proceder à celebração de seu casamento, cujas publicações foram feitas em frente à porta principal do Hôtel de Ville [sede da Mairie], nos dias onze e dezoito do corrente ano. Sobre o que, em face daquela requisição, após haver feito a leitura das peças relativas ao seu estado e do capítulo seis do título cinco do Código Civil, atendido a que não nos foi apresentada nenhuma oposição, perguntamos aos futuros esposos se eles desejam aceitar um ao outro em casamento, e cada um deles tendo respondido separadamente e afirmativamente, nós pronunciamos em nome da lei que o senhor Jean-Baptiste Roustaing e a senhorita Elisabeth Roustaing estão unidos em matrimônio, cujo ato (???) na repartição do Estado Civil em presença dos unidos. (Relação dos presentes assinalada pelo notário.) - JnBte Roustaing esposo, viúva Lafourcade nascida Roustaing esposa, Roustaing nascida Robert, Chéminade, Roustaing (???), (???) Chéminade, Casteja, J. Roustaing, L. Roustaing. Os colchetes são da nossa tradução e as interrogações entre parênteses significam que não foi possível decifrar a letra do amanuense.

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Casa onde nasceu Allan KardecZOOM
Rua Sala (Lyon, França) - Aproximadamente nesse local ficava a casa ode nasceu Hippolyte-Léon Denizard Rivail, o futuro Allan Kardec, em 3 de outubro de 1804. Esclarece o biógrafo Henri Sausse que o prédio foi demolido quando, no período de 1840 a 1852, foi feito o alargamento e alinhamento da rua Sala, logo depois das inundações ocorridas naquele ano de 1840. Vide Biographie d'Allan Kardec, 4me. Éd., Paris, Éditions Jean Meyer, B.P.S., 1927, apud Allan Kardec, de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, vol. I, cap. 1, pág. 29, nota de rodapé, 1ª ed., 1979, FEB, Rio de Janeiro. A foto aqui reproduzida, feita em setembro de 1978, é da pág. 31. Vêem-se na esquina a professora Terezinha Rey entre Cláudia Bonmartin e o médium Divaldo Pereira Franco. A cidade de Lyon foi fundada em 43 a.C., com o nome Lugunum, e se situa a 475 km a sudeste de Paris. É sede do département du Rhône.

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Casa onde nasceu RoustaingZOOM
Rue Porte Saint-Jean nº 1 - Jean-Baptiste Roustaing nasceu na commune de Bègles, canton de Bordeaux, département de la Gironde, às 8 horas do dia 15 de outubro de 1805 (ano XIV da República, 23 do vindemiário), na rue Porte Saint-Jean nº 1. Com quase toda a certeza é possível afirmar que Roustaing nasceu de fato nesse endereço, pois era aí que moravam seus pais dois anos antes, em 1803, quando do nascimento do irmão mais velho Joseph Roustaing. Para a certeza absoluta falta localizar algum registro histórico, a essa altura muito pouco provável de ser encontrado. Do ato de nascimento, que liquidaria a questão, infelizmente não consta o endereço.

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Divaldo Pereira Franco

O Verbo dos Espíritos - Nascido em Feira de Santana, BA, é o mais consagrado orador espírita de todos os tempos, a quem o jornalista Luciano dos Anjos cognominou pela imprensa de o Verbo dos Espíritos. Conhecido e reconhecido mundialmente, fala quase sempre mediunizado. Suas palestras públicas arrastam multidões ansiosas de ouvi-lo discorrer sobre os mais diferentes assuntos da doutrina espírita. Também médium psicógrafo, já intermediou excelentes obras: romances do espírito Victor Hugo; abordagens extraordinárias sobre a obsessão e a loucura, pelos espíritos Bezerra de Menezes e Manoel Philomeno de Miranda; e lições repletas de amor e conhecimento de sua mentora Joanna de Ângelis. Divaldo Franco ainda orienta e mantém em Salvador, na Bahia, a Mansão do Caminho, uma instituição modelar para crianças desvalidas, testemunho vivo da aplicação da caridade que o generoso médium prega da tribuna e nos livros. Os momentos registrados são o da sua presença, em 19 de agosto de 1998, na reunião do Grupo dos Oito, na residência de Luciano dos Anjos Filho. Aparecem Alexandre da Silva Costa, Ana Lúcia Martino dos Anjos, Janete da Silva Costa, Jorge Pereira Braga, Luciano dos Anjos, Luciano dos Anjos Filho, Nely Martino dos Anjos, Paula Mendes dos Anjos, Patrícia da Silva Costa, Pedro Miguel Calicchio, Vilmar Leal Costa e Viviane Albuquerque da Rocha Calicchio. Durante essa reunião manifestou-se Bezerra de Menezes, cujas palavras, sempre belas e profundas, estão reproduzidas neste site, sob o título Esta é a Hora.
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Edouard Féret
Edouard FéretEdouard Féret
O editor de Les Quatre Evangiles - A Éditions Féret existe desde 1812, vindo a se tornar uma das mais famosas editoras sobre as variadas marcas do vinho de Bordeaux. Em 1846, redigido por Charles Coks, foi lançado o primeiro Féret, que era inicialmente um guia para uso de seus compatriotas (ele era inglês radicado em Bordeaux) apresentando aspectos turísticos e históricos do departamento da Gironde, bem como observações e apreciações sobre vinhos, classificados por ordem de mérito. Edouard Féret, o editor, logo entendeu que o sucesso do livro residiria sobretudo na sua atualização permanente e no esgotamento do assunto. Seguiram-se então catorze edições, dando testemunho da evolução do vinhedo bordelense. Pois foi esse mesmo editor - espírita com certeza - que, instalado em 1866 no cours de l'Intendance nº 15, em Bordeaux, ofereceu ao público Les Quatre Évangiles, de Jean-Baptiste Roustaing, cuja família, por sinal, também lidava com a produção vinícola. Atualmente as Éditions Féret estão na avenue Henri Becquerel nº 21, em Merignac. Curiosamente o lema da editora é: "Défendre la lettre et l'esprit du vin." A tônica interpretativa de Les Quatre Évangiles é: "A letra mata, o espírito é que vivifica." As duas preciosas fotos aqui apresentadas de Edouard Féret foram oferecidas a Luciano dos Anjos pela Éditions Féret: "Monsieur, veuillez trouver ci-joint deux portraits (à deux âges différents) de Monsieur Edouard Féret... pour compléter vos archives - Cordialement, Elisabeth Roger."

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Emilie CollignonEmilie Collignon
A médium da revelação da revelação - Emilie-Aimé-Charlotte Bréard Collignon nasceu em Anvers, departamento da Bélgica, em 1820. Foi casada com o capitalista Charles Paul Collignon, famoso pelas marinas que pintava. O casal já era espírita, desde pelo menos janeiro de 1862, quando freqüentava a residência do sr. Sabô, na rua Barennes nº 13, em Bordeaux, onde se realizavam as sessões pioneiras de espiritismo naquela cidade. A partir daquele ano, Allan Kardec iniciou a divulgação de mensagens recebidas por Emilie Collignon, nas páginas da Revue Spirite, endossando-lhes o conteúdo doutrinário. E escreveu grandes elogios a brochuras editadas pela médium. Emilie Collignon conheceu o advogado Jean-Baptiste Roustaing na sua residência, em dezembro de 1861, quando ele foi apreciar um quadro recebido mediunicamente. Médium mecânica, ignorava muitas vezes o teor do que recebia da espiritualidade. Em maio de 1865, terminou a psicografia de Os Quatro Evangelhos, lançados no ano seguinte. Seu filho Henri Paul François Marie Collignon, herói nacional na guerra de 14/18, foi prefeito de Paris. Emilie Collignon desencarnou no dia 25 de dezembro de 1902, na comuna de Saint-Georges-de-Didonne, cantão de Saujon, departamento da Charente-Inférieure, na França. Ainda não foi possível conseguir-lhe um retrato, dificuldade que sempre aconteceu com as médiuns que serviram Allan Kardec. O clichê é do frontispício de seu quarto opúsculo, Esquisses Contemporaines, editado em 1870 e do qual a Revue Spirite de fevereiro de 1871 transcreveu na íntegra, da página 6, o poema "Deus!", de 36 versos. (Texto sintetizado do livro A Posição Zero e reproduzido, com cortes, da orelha de Os Adeptos de Roustaing, ambos de Luciano dos Anjos.)

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Fantástica materializaçãoZOOM
A melhor do mundo - Esta foto é a mais perfeita, a mais detalhada e a mais expressiva de um espírito materializado. Foi obtida durante sessão com o médium Francisco Peixoto Lins (o Peixotinho), na residência de Francisco Cândido Xavier, em 1953. Fez o flagrante Henrique Ferraz Filho e, depois de revelada, todos os presentes autenticaram no verso, inclusive Francisco Cândido Xavier. Atenção para o ectoplasma escorrendo do médium em transe e, principalmente, o fato de que a rigor não sobra praticamente espaço entre a parede e a cama; não obstante, é ali que a materialização se forma. Não existe em nenhuma outra obra, no mundo inteiro, fotografia melhor e mais nítida. A reprodução é do livro Materializações Luminosas, de R. A. Ranieri, um excelente trabalho muito bem documentado. Peixotinho foi, fora de qualquer dúvida, o mais extraordinário médium de materializações do Brasil, igualado apenas por Ana Prado, de Belém do Pará.

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Faustino Esposel

Sessenta anos após o surgimento de Nosso Lar, primeiro livro da série André Luiz, podemos saber sua verdadeira identidade, após longa pesquisa elaborada pelo jornnalista Luciano dos Anjos, a partir da década de 60. André Luiz é o renomado neurologista Faustino Esposel.

Faustino Monteiro Esposel nasceu em 10.8.1888, na rua dos Araújos nº 10, bairro do Engenho Velho, cidade do Rio de Janeiro. Desencarnou na mesma cidade, às 17 horas de 16.9.1931, residindo então na rua Martins Ferreira nº 23, no bairro nobre de Botafogo.

Era filho de João Paiva dos Anjos Esposel e de Maria Joaquina Monteiro (filha reconhecida, ou seja, não registrada oficialmente). Tinha cinco irmãos: Oscar, Noêmia, Mário, Adolfo e Carlos. Eram seus avós paternos: José Maria dos Anjos Esposel e Margarida Maria; e avós maternos: Isidro Borges Monteiro e Paulina Luísa de Jesus.

Faustino Esposl casou com Odette Portugal Esposel, conhecida por Detinha, nascida em 6.6.1900 e desencarnada em 5.2.1978. Era professor substituto da seção de neurologia e psiquiatria da Faculdade de Medicina, catedrático de neurologia na Faculdade Fluminense de Medicina. Foi ainda chefe do serviço da Policlínica de Botafogo e do Sanatório de Botafogo e médico da Associação dos Empregados do Comércio. E era também sanitarista, portador por concurso do título de docente de higiene da Escola Normal do Rio de Janeiro, na qual foi continuamente encarregado de cursos complementares. Fez os estudos primários na Escola Alemã, conhecia profundamente o idioma germânico, cursou durante alguns anos o externato Mosteiro de São Bento. Formou-se em 1910 em farmácia e em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde defendeu tese sobre "Arteriosclerose cerebral", em que recebeu a nota de distinção.

Entusiasta dos esportes e da educação física, Faustino Esposel foi presidente do Clube de Regatas do Flamengo, do Rio de Janeiro. Leia mais

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Francisco Cândido Xavier Chico Xavier_Jovem
A maior antena psíquica - Sem sombra de dúvidas, é um dos maiores médiuns de todos os tempos. Suas insuspeitadas faculdades psíquicas já renderam mais de quatrocentos livros psicografados entre revelações sobre o mundo espiritual, contos, romances, poesias e relatos de desencarnados (com incríveis detalhes de identificação). Paralelamente, sua tarefa assistencial-caritativa, desempenhada anos afora, atingiu inumeráveis criaturas necessitadas do pão espiritual e material. Chico Xavier, em mais de setenta anos ininterruptos de atividade mediúnica, "lutando pela espiritualização coletiva, é bem o mensageiro do Plano Superior entre nós manifestado, como bênção dos Céus...", no seguro dizer de Newton Boechat, que costumava identificá-lo ainda como a maior antena psíquica do mundo. O primeiro livro de Chico Xavier foi lançado em 1932, pela Federação Espírita Brasileira, com o empenho de Manuel Quintão: Parnaso d'Além-Túmulo, obra ímpar no gênero, jamais igualada e nunca convincentemente refutada pelos descrentes do espiritismo. Vindo sempre como mulher nas últimas encarnações, desta feita, para essa missão excepcional, envergou a libré masculina, renascendo em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, de onde partiu em 5.1.1959 para radicar-se em Uberaba.

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Frederico Pereira da Silva Júnior Frederico Pereira da Silva Júnior
"Verdadeiras jóias de literatura evangélica" - Essa é a qualificação emprestada pelo insuspeito Bezerra de Menezes aos trabalhos mediúnicos recebidos por Frederico Pereira da Silva Júnior (1858-1914). A opinião pode ser conferida na obra A Tragédia de Santa Maria, ditada à não menos conceituada Yvonne A. Pereira. Os elogios vão muito mais longe, a ponto de Bezerra de Menezes afirmar categórico que pelos dons psíquicos de Frederico Pereira da Silva Júnior eram transmitidas "as mais lúcidas revelações", "em caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos". É justo explicar que todas as obras recebidas por esse notável médium foram transmitidas pelo espírito Bittencourt Sampaio confirmando a revelação de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, além da famosa mensagem de Allan Kardec, recebida no antigo Grupo Espírita Fraternidade, em 1888, aludindo à união dos espíritas e, de passagem, também ao trabalho psicografado por Emilie Collignon. Frederico Pereira da Silva Júnior iniciou seu mediumato em 1878, com 21 anos, na Sociedade Deus, Cristo e Caridade; depois na Sociedade Espírita Fraternidade, mantendo no entanto presença no Grupo dos Humildes, de Sayão. Muitas de suas comunicações estão nos livros Trabalhos Espíritas e Elucidações Evangélicas. Viveu uma vida de muitas lutas e de dedicação às almas sofredoras.

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Gabriel DelanneGabriel Delanne
Missionário da estrada científica - Desenvolvendo aspectos científicos da doutrina espírita, foi o missionário que trouxe, nessa área do conhecimento, importante contribuição à tarefa de Allan Kardec. A Evolução Anímica, A Alma é Imortal, O Fenômeno Espírita, A Reencarnação, O Espiritismo perante a Ciência e Pesquisas sobre a Mediunidade são as principais obras de sua notável contribuição ao espiritismo. Pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, o espírito Humberto de Campos nos revela, em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, que Gabriel Delanne reencarnou precisamente com a missão de consolidar a ciência espírita, junto com Roustaing, Denis e Flammarion, cada qual atento a um aspecto do espiritismo, em trabalho missionário de colaboração direta com Allan Kardec.

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Genealogia de Jean-Baptiste RoustaingZOOM
A mais completa e inédita árvore genealógica - Pela primeira vez em mais de 1 século, está sendo mostrada a árvore genealógica do missionário Jean-Baptiste Roustaing. Nem mesmo a Bibliothèque de Bordeaux e outros órgãos do governo possuíam trabalho desse padrão. Os melhores registros, embora insuficientes, encontravam-se nos Archives Municipales de Bordeaux, em breve texto sobre "les notables de Targon de 1789 à 1830". Reunindo, porém, dados inéditos oriundos de diversas fontes, Luciano dos Anjos montou a mais completa genealogia de Roustaing, cuja raiz se encontra no século XVII, com Jean Roustaing. Em linha direta temos portanto a seguinte descendência: Jean Roustaing - Guillaume Roustaing - Jean Roustaing - Pierre Roustaing - Joseph Roustaing - François Roustaing - Jean-Baptiste Roustaing. Casando com a prima Elisabeth Roustaing, em 1850, não deixou descendentes. Há apenas primos, sobrinhos e sobrinhos-netos. O último Roustaing desencarnou recentemente, em 1997. A árvore já foi remetida pelo Grupo dos Oito para Bordeaux, que apresentou todos os agradecimentos da cidade.

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Guillon RibeiroGuillon Ribeiro

O Gigante do Espiritismo no Brasil - Luís Olímpio Guillon Ribeiro (1875-1943) foi presidente da Federação Espírita Brasileira nos períodos de 1920 a 1921 e de 1930 a 1943, quando desencarnou, no dia 26 de outubro. De grande cultura geral (recebeu elogios de Rui Barbosa) e doutrinária, pautou sua atuação pela firmeza e pelo alto cunho evangélico. Tradutor para o português da monumental obra Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, a partir da 2 ª edição, lançada pela FEB em 1920, em 4 vols., além de O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, A Gênese e Obras Póstumas. Autor do notável livro Jesus nem Deus nem Homem, 1ª edição, FEB, 1941. Durante sua laboriosa gestão, foram publicados no Reformador vários editoriais de sua responsabilidade, exaltando a obra de Roustaing. Pode-se dizer que a história da Federação Espírita Brasileira se divide nos grandes marcos da fundação até Bezerra de Menezes, depois Guillon Ribeiro e Armando de Oliveira Assis. A família de Guillon Ribeiro legou ao jornalista Luciano dos Anjos toda a correspondência dele enquanto presidente da FEB.

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Le Livre des EspritsLe Livre des Esprits
1ª edição em duas colunas - A 1ª edição de Le Livre des Esprits veio a lume no dia 18 de abril de 1857, lançada pelo livreiro E. Dentu, na Galeria d'Orléans, no Palais Royal, em Paris, Porém, o texto não é o mesmo que circula até hoje pelo mundo afora. A 2ª edição, considerada definitiva, apareceu apenas em 1860. A 1ª era mais compacta, contendo 501 questões distribuídas em três partes: "Doutrina Espírita" (com dez capítulos), "Leis Morais" (com onze) e "Esperanças e Consolações" (com três). Surgiu do trabalho de Allan Kardec, compilando, separando, comparando, condensando e coordenando as comunicações dos espíritos, através de vários médiuns, e anotadas em cinqüenta cadernos, reunidos por Victorien Sardou (dramaturgo), seu pai Antoine Léandre Sardou (professor e lexicógrafo), Saint-René Taillandier (futuro membro da Academia Francesa), Pierre-Paul Didier (livreiro e editor da Academia), Tiederman-Marthèse (filósofo holandês) e outros intelectuais. Depois, com a anuência dos espíritos reveladores, Allan Kardec transformou as 501 questões em 1018. Na verdade, são 1019, já que ocorreu um lapso na questão 1011, que o Codificador esqueceu de numerar. Por outro lado, houve uma nova diagramação. Na edição princeps, as páginas eram divididas por um fio gráfico em duas colunas. À esquerda estão as perguntas com as respostas textuais e, à direita, o enunciado mais fluente da doutrina, ora com palavras dos espíritos, ora de Allan Kardec. Havia no final notas complementares referentes a 17 questões e era outra a ordem na distribuição da matéria. Houve então a supressão de algumas lições repetidas e uma evolução nos termos mesmo da revelação. O próprio Codificador reconheceu que "alguns poucos princípios sofreram alteração". A revisão se impunha a fim de expressar de maneira mais concorde as verdades desveladas. Afinal, quem fez a seleção final das respostas foi Kardec. A beleza de sua vitoriosa missão se expressa exatamente no fato de ter de raciocinar e de tirar conclusões sempre ditadas pela sua razão, ainda que muito ajudado. É óbvio que a revelação não poderia ser prejudicada. Se Kardec não revisse e não aceitasse as melhores colocações, outro livro dos Espíritos surgiria, por outro missionário, para se consagrar como o definitivo. Felizmente o Codificador se deixou convencer, como já acontecera antes, relativamente por exemplo à lei da reencarnação, que ele a princípio não aceitava. Assim, a 2ª edição ficou sendo a definitiva, sem enganos, sem qualquer equívoco, espelho irretocável de uma revelação emanada de Deus, que jamais nos engana. Clicando na foto da obra, serão encontradas inúmeras outras informações sobre esse principal livro da revelação espírita, redigidas por Luciano dos Anjos Filho.

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Léon DenisLéon Denis
Missionário encarregado da filosofia - O responsável pelos desdobramentos filosóficos da codificação kardequiana. Autor de pelo menos dez livros de extraordinário valor doutrinário e literário: O Grande Enigma, Depois da Morte, O Problema do Ser, do Destino e da Dor, No Invisível, Cristianismo e Espiritismo, O Além e a Sobrevivência do Ser, Joanna d'Arc Médium, O Porquê da Vida, O Mundo Invisível e a Guerra e O Gênio Céltico e o Mundo Invisível. Conferencista e médium, cumpriu com mérito sua importante missão, levando mundo afora o pensamento espírita e ajudando com isso a consolidar os postulados da Terceira Revelação. Foi Humberto de Campos, em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, através de Francisco Cândido Xavier, quem revelou o papel de missionário destacado de Léon Denis, ao lado de Roustaing, Delanne e Flammarion.

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Les Quatre Évangiles Les Quatre  Evangiles
Spiritisme Chrétien ou Révélation de la Révélation - Fac-símile do frontispício de Les Quatre Évangiles, de J.-B. Roustaing. Logo abaixo do título principal lê-se: Suivis des Commandements expliqués en esprit et en vérité par les évangélistes assistés des apôtres - Moïse recuillis et mis en ordre par J.-B. Roustaing Avocat à la Court impériale de Bordeaux, ancien bâtonnier. Existem duas coleções conhecidas desse raríssimo original francês: uma na biblioteca da Federação Espírita Brasileira e outra na biblioteca particular de Luciano dos Anjos. Mas parece que a FEB só possui a 2ª tiragem, na qual Guillon Ribeiro calcou a sua tradução e que inclui o encarte de 1882 contendo parte da resposta dos discípulos aos kardecistas ortodoxos. O frontispício das duas tiragens é o mesmo. Les Quatre Évangiles foram lançados em abril (2 volumes) e maio (último volume) de 1866, impressos pela Imprimerie Lavertujon (Bordeaux) e postos à venda pela Librairie Centrale, 24, Boulevard des Italiens (Paris). Em apenas três volumes, somente a partir de 1920, aqui no Brasil, é que a matéria foi distribuída por Guillon Ribeiro em quatro volumes, com o acréscimo das apostilas à margem de cada página. Clicando na foto da obra, abrirá longa exposição sobre a história desse maravilhoso livro, escrita por Luciano dos Anjos.

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Local de trabalho de Allan Kardec
Interior do local de trabalho
Passage Sainte-Anne, 1º andar (Paris, França) - Aqui funcionava a Sociedade de Estudos Espíritas de Paris e foi local de trabalho de Allan Kardec desde 1860 até à sua partida, em 30 de março de 1869. Essa Passage tem entrada pela rue Sainte-Anne nº 59. O apartamento é muito simples, de 40 m2, constituído de apenas quatro cômodos: dormitório, sala, banheiro e cozinha, onde fica a entrada principal. O dormitório tem dois pequenos armários embutidos que também servem de estante. As janelas dão para os fundos do prédio, sendo que os apartamentos não são numerados (o de Allan Kardec corresponde à porta da esquerda). O acesso ao 1º andar é feito por larga escadaria em forma de caracol. Em 1995 o imóvel era ocupado por uma firma de papéis, instalada na parte de baixo (onde morava Alexandre Delanne) e cujos poucos empregados fazem a refeição em cima (onde Kardec trabalhava). Havia uma escada interna, saindo na sala e comunicando os dois andares, mas que já não existe mais. O flagrante é de 1995, momento em que o apartamento era visitado por Luciano dos Anjos, Luciano dos Anjos Filho e Paula Mendes dos Anjos, do Grupo dos Oito, ciceroneados por Cláudia Bonmartin, brasileira radicada em Paris e que tem desenvolvido ali um maravilhoso esforço de renascimento do espiritismo.

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Nascimento de Allan Kardec
ZOOM
Original inédito da certidão - Leva o número 67 o registro de nascimento de Allan Kardec, isto é, de Hippolyte-Léon Denizard Rivail. Seguem-se os termos: "67. Doze do vindemiário do ano treze. Ato de nascimento de Denisard, Hypolite Léon Rivail, nascido ontem à noite, às sete horas, filho de Jean Baptiste Antoine Rivail, magistrado, morando no Bourg de L'Ain, e atualmente em Paris, e de Jeanne Louise Duhamel, sua esposa. O sexo da criança foi reconhecido masculino. Testemunhas principais Syriaque Frederic Dittmar, diretor do estabelecimento das águas minerais, acima citada rua Sala, e Jean François Turge, morando na mesma rua. Pela requisição de fr. Pierre Radamel, médico, morando na rua Saint Dominique nº 78. Leitura feita e assinaram. Constatado por mim, maire abaixo assinado / (???) presentemente em Lyon, rua Sala nº 74. Devolução aprovada. Radamel, J. (???), S. Fr. Dittmar, J. F. Turge, Mambaud Grosse." As interrogações nos parênteses indicam que a letra está irreconhecível; no caso da assinatura, por eliminação é óbvio que é a do pai Jean-Baptiste Antoine Rivail. Quanto à data, o dia 11 do vindemiário do ano XIII do calendário republicano corresponde ao dia 3 de outubro de 1804. Importa ainda anotar que embora no registro apareçam Denisard (em vez de Denizard) e Hypolite (em vez de Hippolyte), parece-nos valer mais o estudo feito por Zêus Wantuil inserido como Apêndice do seu livro Allan Kardec, de parceria com Francisco Thiesen, pp. 193 a 197, 1987, 3ª edição da FEB. A grafia no registro ficou por conta do maire, certamente pouco atento ao rigor da ortografia, posto que, salvo engano, não se conhece nenhum nome francês grafado Hypolite. Finalmente consignamos que essa certidão inédita foi fornecida a Luciano dos Anjos por Stênio Monteiro de Barros, que a conseguiu após pesquisas via Internet, juntamente com Jorge Damas Martins.

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Nascimento de Amélie BoudetZOOM
Data errada no monumento - "Nº 5. Boudet Amélie Grabielle. O maire Mathieu (???). Hoje, dia dois frimário do ano quatro da República Francesa, às cinco horas da tarde, perante mim, Michel Antoine Santan, membro do conselho geral da comuna de Thiais, eleito para receber os atos destinados a constatar o nascimento, casamento e óbito dos cidadãos, na sede da mairie, compareceu Julien Louis Boudet, de vinte e sete anos, cidadão francês, domiciliado nesta comuna. O qual, acompanhado de Gabriel Nicolas Croisette Desnoyers, de cinqüenta e dois anos, cidadão francês, morando em Mauthe-sur-Seine e presentemente em Thiais, e de Françoise Marie Petit, de cinqüenta e sete anos, viúva do recentemente falecido Julien Boudet, morando e domiciliada no Château du Loire, departamento da Sarthe, o qual nos declarou que Julie Louise Saignes de la Combe, de vinte e sete anos, sua mulher em legítimo casamento, deu à luz ontem uma filha que ele nos apresentou e à qual deu o nome de Amélie Gabrielle; segundo esta declaração que o cidadão Croisette Desnoyers e a cidadã Petit, viúva Boudet, certificaram conforme à verdade e a descrição que me foi feita da criança aqui nomeada, em virtude dos poderes que me são delegados, redigi o presente ato que o cidadão Boudet, pai da criança, e o cidadão Croisette Desnoyers assinaram com a cidadã viúva Boudet. Assinado: F. Petit, viúva Boudet, Croisete Desnoyers, Boudet e M. A. Santan. - Para cópia conforme em substituição do original destruído durante a insurreição de 1871. O maire Mathieu (???)." O dia 2 do frimário do ano IV da República corresponde ao dia 23 de novembro de 1795. Como o registro diz que o nascimento aconteceu na véspera (est accouchée hier), temos então a data correta de 22 de novembro de 1795. Com isso se corrige a inscrição na coluna do busto de Allan Kardec, no Père Lachaise, na qual se lê dia 21; e também a informação dada por Henri Sausse, biógrafo de Kardec, que apontou o dia 23, no que foi seguido por Zêus Wantuil e Francisco Thiesen na sua obra Allan Kardec, meticulosa pesquisa biobibliográfica.(O documento aqui reproduzido foi fornecido a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins e obtido em pesquisa com Stênio Monteiro da Barros.)

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Nascimento de RoustaingZOOM
Longos anos de pesquisa - Localizado, afinal, após longos anos de pesquisa, eis o fac-símile do registro de nascimento de Roustaing, lançado nos seguintes termos: "N.4 - Nascimento de Jean-Bapte. Roustaing. No ano catorze da República e vinte e três do Vindemiário, à tarde, perante nós, J. G. Pignegny, maire e oficial do Estado civil da comuna de Bègles, cantão de Bordeaux, departamento da Gironde, compareceu Senhor François Roustaing, negociante, domiciliado em Bordeaux, com a idade de trinta e três anos, o qual nos apresentou uma criança do sexo masculino nascida hoje, às oito horas da manhã, dele, declarante, e da Senhora Margueritte Robert, sua esposa, à qual ele declarou querer dar o prenome de Jean Baptiste. A dita declaração e apresentação é feita em presença do Senhor Jean Martineau, oficial da Saúde, e Elianne Constantin Masson, com a idade de cinqüenta e dois anos, os quais assinaram conosco o presente ato logo após a leitura lhes ter sido feita. - Roustaing Père, E. Constantin, J. Martineau, J.G. Pignegny."

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Óbito de Allan KardecZOOM
31.3.1869, 2h da madrugada - Em 1869 chegava ao fim a mais recente vida terrestre de Allan Kardec, o maior missionário da Terceira Revelação. Seu óbito está certificado nos termos seguintes, em documento aqui reproduzido e que, a pedido de Luciano dos Anjos, em 1994, foi obtido por Cláudia Bonmartin, residente em Paris. "Département de la Seine. Ville de Paris. 2ème Arrondissement Municipal. 19ème Registre Double des Actes de Décès. Année 1869. - 343 RIVAIL. Idade de sessenta e cinco anos. Al. Delanne, A. Desliens, Labbé. Primeiro de abril de mil oitocentos e sessenta e nove, às dez horas e meia da manhã. Ato de Falecimento de Léon Hippolyte Denisard RIVAIL, falecido ontem, às duas horas da tarde, em seu domicílio, em Paris, rua Ste. Anne nº 59, [com idade de sessenta e cinco anos] nascido em Lyon (Rhône), homem de letras, filho de Rivail e de Duhamel, sua esposa, falecidos. Casado com Amélie Gabrielle Boudet, de setenta e três anos de idade, sua esposa, sem profissão. O dito falecimento, devidamente constatado por nós, François Ernest Labbé, Adjunto do Maire e funcionário do Estado civil do Segundo Distrito de Paris. A íntegra feita com base na declaração de Armand Théodore Desliens, empregado, com vinte e cinco anos, morando no Boulevard du Prince Eugène nº 110, e de Alexandre Delanne, negociante, de trinta e nove anos de idade, morando na passagem Choiseul nº 39 & 41, não parentes, testemunhas que assinaram conosco após leitura do ato. Al. Delanne, A. Desliens, Labbé." (As assinaturas se repetem na margem esquerda, abaixo do nº do registro.) Os colchetes, como se pode observar na foto, não constam do original e significam que o trecho foi posposto à margem pelo maire, mediante um asterisco. Quanto à grafia Denisard, preferimos as razões expostas no arremate da legenda referente à foto Nascimento de Alan Kardec.

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Óbito de Amélie BoudetZOOM
Partida da fiel companheira - Catorze anos depois da desencarnação de Allan Kardec, sua fiel companheira vai-lhe ao encontro. Esse período foi de muita luta em defesa da memória do Codificador e dos ideais da doutrina por ele codificada. O registro do óbito aqui apresentado foi fornecido a Luciano dos Anjos por Jorge Damas Martins e conseguido após pesquisa pela Internet com Stênio Monteiro de Barros. "BOUDET 162. No ano de mil oitocentos e oitenta e três, aos vinte e dois de janeiro, às dez horas da [noite] manhã. Ato de Falecimento de Amélie Grabrielle Boudet, com oitenta e sete anos, com rendas próprias, nascida em Thiais (Seine), falecida em seu domicílio, em Paris, Avenida de Sègur nº 39, ontem pela manhã, às seis horas, filha de pai e mãe cujos nomes não nos são conhecidos, viúva de Denisard, Hippolyte Léon Rivail. Lavrado por nós, Claude, Arthur, Pougy, adjunto do maire, funcionário do Estado civil do Sétimo distrito de Paris, pela declaração de Pierre Gaëtan Leymarie, casado, de cinqüenta e seis anos, publicista, morando na rue des Petits Champs 5 e de Hubert Joly, com sessenta e dois anos, marmorista, morando na rue du Faubourg Saint Antoine 175, que assinaram conosco após a leitura. P.G. Leymarie, Joly, A. Pougy." Os colchetes não são do original, como se observa na foto. A palavra soir (noite) foi escrita e depois cortada, aparecendo um sinal (+) que remete à margem esquerda, onde foi corrigido para matin (manhã). E a grafia Denisard em vez de Denizard deve ser considerada levando-se em conta a observação que lançamos no final da legenda referente à foto Nascimento de Allan Kardec.

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Óbito de Elisabeth RoustaingZOOM
Desencarnou dois meses antes de Roustaing - Jeny, como era familiarmente chamada a esposa de Roustaing, desencarnou em novembro de 1878. Em 2 de janeiro de 1879, Jean-Baptiste Roustaing a seguia, naturalmente por não suportar a partida de sua querida esposa, apenas dois meses antes, em 8 de novembro de 1878. Aqui está o ato de falecimento de Elisabeth Roustaing, conhecida em família por Jeny: "2010. Roustaing Elisabeth. No dia oito de novembro do ano de mil oitocentos e setenta e oito, às três horas (???) perante nós [...] Adjunto do Maire de Bordeaux, delegado para exercer as funções de Oficial do Estado Civil, compareceram Adrien Roustaing, de trinta e dois anos, proprietário em Targon (Gironde), Joseph Roustaing, de trinta e dois anos, notário em Targon (Gironde), parentes da falecida, os quais nos declararam que Elisabeth Roustaing, de setenta e três anos, natural de Ladaux (Gironde), sem profissão, viúva em primeiras núpcias de [...] Lafourcade, esposa em segundas de Jean Baptiste St. Omer Roustaing, filha de [...] Roustaing e de Elisabeth Cheminade, sua esposa, faleceu esta manhã às dez horas, na rua St. Siméon 17. Feita a leitura do presente, as testemunhas assinaram conosco. - Roustaing. J. Roustaing. O Adjunto do Maire, A. Plumeau." Os colchetes não constam do documento original e aqui estão apenas para assinalar que os espaços não foram preenchidos pelo cartório.

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Óbito de Emilie CollignonZOOM
25 de dezembro de 1902 - A admirável médium Emilie Collignon desencarnou no início do nosso século, em 25 de dezembro de 1902, às 5,30 h da manhã, em sua residência, com 82 anos. Seguem-se os termos do registro de óbito na comuna de Saint-Georges-de- Didonne: "Falecimento de Emilie-Aimée-Charlotte Bréard Viúva Collignon. No dia vinte e cinco de dezembro de mil novecentos e dois, às nove horas da manhã, diante de nós, Pelletan Senion, Eugène, maire, oficial do Estado civil da comuna de Saint-Georges-de- Didonne, cantão de Saujon, departamento da Charente-Inférieure, compareceram Armand Camus, de quarenta e dois anos, morando em Saint-Georges-de-Didonne, profissão de doutor em medicina, que disse não ser parente da defunta; e Adolphe Autrusseau, de cinqüenta anos, morando em Saint-Georges-de-Didonne, profissão de professor primário, que declarou não ser parente da defunta; os quais declararam que Emilie-Aimée-Charlotte Bréard, sem profissão, faleceu nesta comuna, hoje, às cinco e meia da manhã, em seu domicílio, com a idade de oitenta e dois anos, nascida em Anvers, dept. [departamento] da Bélgica, [e seu vivo] viúva de Charles-Paul Collignon, morando em Saint-Georges-de-Didonne, filha do recentemente falecido Paul-Damase Bréard e da recentemente falecida Aimée-Marie-Célestine Hubert, e os declarantes assinaram conosco o presente ato, após ter sido feita a leitura para eles." As quatro assinaturas estão irreconhecíveis. Os colchetes não são do original, aqui aplicados apenas para isolar a alternativa constante do documento e para tornar extenso o termo abreviado.

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Óbito de RoustaingZOOM
2 de janeiro de 1879 - No dia 2 de janeiro de 1879, às 10 horas da manhã, desencarnou o grande missionário Jean-Baptiste Roustaing. O registro do óbito está arquivado na mairie de Bordeaux sob o nº 17, nos seguintes termos: "17. Roustaing Jean. No dia três de janeiro do ano de mil oitocentos e setenta e nove, à uma hora da tarde, diante de nós, A. Plumeau, Adjunto do Maire de Bordeaux, encarregado para exercer as funções de oficial do Estado civil, compareceram Joseph Roustaing, de trinta e dois anos, notário em Targon (Gironde), e Jean Jaussin, de cinqüenta e um anos, farmacêutico, residente na rua do Cerf-Vollant 11, o primeiro testemunha sobrinho e o segundo amigo do falecido, os quais nos declararam que Jean-Baptiste Roustaing, cognominado em família St. Omer, com a idade de setenta e três anos, nascido em Bordeaux, advogado, viúvo de Elisabeth Roustaing, dita Jenny, filho de François Roustaing e de Marguerite Robert, sua esposa, faleceu ontem de manhã, às dez horas, na rua St. Siméon 17. Leitura feita do presente. As testemunhas assinaram conosco. - Jean Jaussin, J. Roustaing. O Adjunto do Maire, A. Plumeau." Detalhe curioso: o registro do óbito tem o mesmo número da residência em que Roustaing desencarnou...

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O Livro dos EspíritosO Livro dos Espíritos
A Terceira Revelação - Depois do Decálogo de Moisés (Primeira Revelação) e do Evangelho de Jesus-Cristo (Segunda Revelação), Deus compadeceu-se mais uma vez das imperfeições humanas e permitiu o acesso a novos conhecimentos evolutivos, enviando o Consolador prometido na feição da Terceira Revelação, o espiritismo. Para isso, convocou, por intermédio do Cristo, governador do planeta, um espírito de gigantesca envergadura moral e enobrecido por uma história secular marcada por muitos momentos de coragem e retidão. O ilustre pedagogo francês Hippolyte-Léon Denizard Rivail reencarna no século XIX e cumpre seu destino glorioso, empenhando-se na dificílima tarefa de codificar as mais novas verdades que lhe chegavam ao conhecimento, por cerca de dez intermediários da alta espiritualidade. Trabalhando desde agosto de 1855, após muita luta, muito estudo, muita confiança, o enviado arremata o esforço publicando O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, a que assina com o pseudônimo Allan Kardec. É um monumento de síntese filosófica, científica e religiosa e assinala as claridades celestiais da caminhada terrestre. A reprodução aqui apresentada é do frontispício da 1ª tradução em português, feita em 1875, por Fortúnio, pseudônimo do médico brasileiro Joaquim Carlos Travassos. O exemplar, raríssimo, é da coleção particular de Luciano dos Anjos. Clicando na foto da obra, poderão ser conhecidas muitas outras informações sobre O Livro dos Espíritos, redigidas por Luciano dos Anjos Filho.

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Origem e evolução do EspíritoZOOM
A perfeição em linha reta ou depois da queda - Síntese da evolução do espírito na origem de sua formação como essência espiritual, princípio inteligente, oriundo do fluido cósmico universal. Depositada nos mundos primitivos, essa essência passa da inércia à vida, sofrendo todas as provas através dos reinos mineral, vegetal e animal e seus respectivos reinos e espécies intermediários, até atingir certo grau de inteligência. Segue-se a chegada ao ponto de preparação para a existência espiritual consciente, quando então cessa o instinto e inicia o pensamento, proporcionando a entrada no estado de infância, momento da criação do espírito simples e ignorante. Nos mundos ad hoc conquista a consciência, ganha razão, livre-arbítrio e responsabilidade e a condição de espírito pronto para ser humanizado, se vier a falir. É ainda nos mundos ad hoc que o espírito criado forma seu perispírito, instrumento e meio de realizar progresso constante e firme na senda da evolução, até alcançar a perfeição moral que o põe ao abrigo de todas as quedas; ou, se vier a cair pelo ateísmo, pelo egoísmo ou pelo orgulho, realizará esse progresso num mundo material mediante encarnações e reencarnações sucessivas, até atingir a mesma perfeição moral. O gráfico demonstra, em última análise, que O Livro dos Espíritos é a filosofia espiritualista para a evolução do espírito em queda, falido, na direção da perfeição. Trabalho concebido e elaborado por Pedro Miguel Calicchio; arte-final de Fernanda Vasconcelos Maia Forte.

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Os Quatro EvangelhosOs Quatro Evangelhos
As edições em português - A 1ª tradução portuguesa de Les Quatre Évangiles apareceu em 1909, editada pela Federação Espírita Brasileira, sem dúvida de autoria de Raymundo Ewerton Quadros, trabalho que já vinha sendo aproveitado em série no Reformador, por iniciativa de Bezerra de Menezes, desde 1898. Esta série é interrompida exatamente com o lançamento do livro, em três volumes, tal qual o original francês. Em 1920 foi lançada a 2ª edição, já então traduzida pelo grande vernaculista Luiz Guillon Ribeiro, tradutor também das obras de Allan Kardec. Guillon Ribeiro promove nova divisão na matéria, distribuindo-a em quatro volumes e acrescida de um minucioso índice remissivo de assuntos, além de breves apostilas nas margens laterais, sintetizando o tema de cada trecho. Dividiu também o Prefácio, inserindo-o nos volumes 1 e 4, como está até hoje, mas suprimiu a Introdução, que não constou da 2ª tiragem francesa. Como houvera calcado a sua tradução nessa 2ª tiragem, traduziu também o encarte que esta contém: parte da resposta dos discípulos de Roustaing aos críticos da obra, e que havia sido publicada em 1882, num pequeno opúsculo. Em 1942 veio a lume a 3ª edição, sem qualquer alteração. Em 1954 aparece a 4ª, com o restabelecimento da Introdução e a supressão do encarte. E em 1971, na administração de Armando de Oliveira Assis, a 5ª edição apresenta capa nova, moderna, arte-final de capista profissional em cima de lay-out de Luciano dos Anjos. Atualmente circula já a 8ª edição, de 1994, com capa novamente modificada e de gosto duvidoso. Houve o lançamento também de um 1º volume isolado, em 1918, que acabou recolhido devido aos numerosos erros tipográficos contidos na impressão feita em Portugal e do qual existe um exemplar raríssimo na biblioteca particular de Luciano dos Anjos. O frontispício aqui reproduzido é da 1ª edição de 1909. Todos esses dados e muitos outros relatados por Luciano dos Anjos poderão ser lidos clicando na foto da obra.

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O testamento de Roustaing
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Kardec, o maior herdeiro - Afinal, depois de muitos anos de pesquisa, apareceram os testamentos do missionário Jean-Baptiste Roustaing. São peças verdadeiramente dignas de uma alma nobre e plena de amor ao próximo. Assinalam ainda sua profunda fé no espiritismo e a admiração que nutria pelo mestre Allan Kardec. Roustaing lega razoáveis valores para os parentes, para instituições de caridade, para a assistência aos seus colegas através da Ordem dos Advogados, para quem lhe devia dinheiro, para a doméstica que cuidasse dele nos derradeiros momentos da desencarnação e, principalmente (a maior quantia), para Allan Kardec, presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Esse legado ao Codificador estava no primeiro testamento, datado de 2 de dezembro de 1861, depositado no cartório Me. I.-A. Thierrée, notaire à Bordeaux. Os Quatro Evangelhos surgiram em 1866; A Gênese, com a opinião de Kardec sobre o corpo de Jesus, apareceu em 1868; Roustaing só foi redigir o segundo testamento em 25 de novembro de 1878. Allan Kardec já havia desencarnado há quase dez anos e, é óbvio, não mais podia ser agraciado. Até enquanto viveu, no entanto, era ele o maior herdeiro de Roustaing.

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Pietro UbaldiPedro Ubaldi
O intérprete de Sua Voz - O livro mais extraordinário de Pietro Alleori Ubaldi é sem dúvida A Grande Síntese; mas a trilogia que compõe com Deus e Universo e O Sistema se constitui num dos mais avançados momentos de evolução da humanidade. A capacidade de registrar as "correntes de pensamento" (como ele próprio definiu a origem de suas mais altas captações superconscienciais) ampliou notavelmente a extensão das revelações apresentadas por Allan Kardec e J.-B. Roustaing. Ofertou-nos Ubaldi 23 obras excelentes, mas as outras 20, além da famosa trilogia, foram elaboradas bem mais com sua contribuição pessoal que, como a de qualquer missionário, não seria de se descartar. Depois de conviver ao lado do Cristo, reencarnou agora na Itália, na cidade de Foligno, na Úmbria, em 1886; mas em 1951, por orientação dos espíritos superiores veio para o Brasil, onde ficou radicado até à desencarnação, em 1972, data que profetizou, por escrito, com fantástica precisão. A Grande Síntese foi o primeiro trabalho e é o mais notável. O pensamento do Cristo, numa linguagem belíssima, apresentou-se como Sua Voz. Na foto, Luciano dos Anjos e Pietro Ubaldi, num flagrante da década de 50, no Rio de Janeiro.

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ReformadorReformador
Órgão evolucionista - "Lançado por Augusto Elias da Silva em 21 de janeiro de 1883, com recursos tirados de seu próprio bolso, o Reformador era impresso em 4 páginas, no formato de jornal, feição que conservou até dezembro de 1902. Era quinzenal. Representou verdadeiro ato de coragem da fé, pois naquela época, mais do que nunca, as baterias do catolicismo e do materialismo se voltavam contra o espiritismo. A redação e oficinas do Reformador ficavam no ateliê fotográfico de Augusto Elias da Silva, na rua da Carioca (ex-rua São Francisco de Assis) nº 120, 2º andar, onde também residia a sua família. Mais tarde, em 1º de fevereiro de 1888, teve a sua secretaria e a sua tesouraria transferidas para a rua do Clube Ginástico (hoje rua Silva Jardim) nº 17 (depois 25), para onde também veio a transferir-se a Federação Espírita Brasileira. Antes, no dia 1º de janeiro de 1884, quando a FEB foi fundada, naquele mesmo dia Augusto Elias da Silva transformou o Reformador em órgão oficial da nova entidade, e entregou a direção a Ewerton Quadros." Esses dados e muitos outros podem ser conferidos nas páginas de O Atalho, de Luciano dos Anjos (Publicações Lachâtre), que apresenta extenso e fiel desenvolvimento da história do espiritismo. O fac-símile é do número 1 do Reformador, raridade que pode ser encontrada na biblioteca da FEB e na Biblioteca Nacional.

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Residência de RoustaingResidência de Roustaing
Rue Saint-Siméon nº 17 - Neste prédio morou Jean-Baptiste Roustaing desde o seu casamento com Elisabeth Roustaing (Jenny), em 24 de agosto de 1850, até à sua desencarnação, no dia 2 de janeiro de 1879, e onde foi realizado o velório. Portanto, já morava aqui quando, em 1866, terminou o gigantesco trabalho de coordenação do texto de Os Quatro Evangelhos, a extraordinária revelação da revelação, recebida por Emilie Collignon. O prédio ainda existe. Recentemente era ocupado por um dentista, com seu consultório, que porém já o deixou. Agora está sendo reformado por um escritório de arquitetura.

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Túmulo de Allan KardecTumulo de Allan Kardec
Dólmen inspirado nos druidas - O mais famoso, o mais visitado e o mais original túmulo do cemitério Père-Lachaise, em Paris. A construção segue uma linha de inspiração druídica (os druidas eram religiosos celtas), com a aplicação harmônica de três blocos de pedra, dispostos em duas colunas e uma laje. No centro se eleva pequeno busto em bronze do Codificador. No frontispício do dólmen está esculpida a célebre sentença, síntese admirável do processo reencarnacionista levando à perfeição do ser: NAÎTRE, MOURIR, RENAÎTRE ENCORE ET PROGRESSER SANS CESSE TELLE EST LA LOI. A escultura foi inaugurada em 31.3.1870, cerca de 14 horas. Detalhe bastante interessante, observado desde muitos anos por Luciano dos Anjos e que se encontra no livro A Posição Zero: a fonte inspiradora da inscrição-síntese foi, com certeza, Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, a qual pode ser lida nas páginas vol. I, págs. 305 e 339 da 5ª edição de 1971 da Federação Espírita Brasileira (págs. 191 e 227 do original francês). Já antes, no dia 14.10.1861, quando Allan Kardec visitou Bordeaux, o sr. Sabô (do grupo de Roustaing) saudou o mestre com palavras em que também disse a mesma frase do dístico do dólmen (vide Revue Spirite de novembro de 1861, pág. 331, correspondente à 347 da tradução em português). O flagrante aqui apresentado é do momento em que o túmulo estava sendo visitado, em 1995, por por Luciano dos Anjos e Leda Pereira da Rocha.

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Túmulo de Jean-Baptiste RoustaingTumulo de Roustaing
Cemitério de Chartreuse - Neste jazigo foi sepultado o corpo de Jean-Baptiste Roustaing, às 9,15 horas do dia 4 de janeiro de 1879 (ele desencarnou dois dias antes). Está localizado no cemitério de Chartreuse, na rue François de Sourdis, em Bordeaux. O exato local do túmulo é a Allée des sapeurs pompiers, 13ème série, Nº 242, Côté E, 29e S . Essa quadra fica logo à esquerda de quem entra no cemitério pelo portão principal, bastando chegar à primeira aléia. O jazigo (caveau Gautier) mede 4,90m de comprimento e 2,89m de largura. Quem fez a aquisição, por concessão de 18.4.1845, foi Jean-Baptiste Gautier, então residindo na rue des Trois Conils nº 7, casa ao lado da de François Roustaing, pai de Jean-Baptiste Roustaing, que residia no nº 9. Eles vieram a ser contraparentes, pois o filho mais velho, Joseph Roustaing (Adolphe), casou com Catherine Zoraïde Gautier, filha de Jean Gautier. Quando este morreu, em abril de 1846, foi ali enterrado e seguidamente os demais membros das duas famílias, Gautier-Roustaing. O primeiro Roustaing inumado foi exatamente Joseph (Adolphe), em 9.12.1852. Sua mãe (e do irmão missionário) Marguerite Robert, foi enterrada em 18.12.1855; o pai, François Roustaing, em 3.11.1878; Elisabeth, esposa de Jean-Baptiste, foi sepultada ali em 10.11.1878; e menos de dois meses depois, no dia 4.1.1879, acontece o enterro de Jean-Baptiste Roustaing, o autor de Os Quatro Evangelhos, desencarnado dois dias antes. Outros membros da família foram sendo levados para o jazigo. O último se chamou René Louis Roustaing, inumado em 26.8.1997, portanto, há apenas dois anos. A foto que ilustra este texto foi feita por um dos descendentes de Roustaing, a pedido de Luciano dos Anjos, que com ele se corresponde.

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Última residência de Allan Kardec
Casa_KardecCasa_Kardec
Villa de Ségur (Paris, França) - Na avenue Ségur ficava a residência oficial de Allan Kardec, mas ele passava a maior parte do tempo na Passage Sainte-Anne nº 59, onde tinha seu escritório. Logo que iniciou sua atuação no espiritismo ele comprara um terreno de quase 3.000 metros quadrados naquela avenida, situada atrás dos Invalides. Seu projeto era erguer ali seis casas modestas, ajardinadas, reservando uma delas para sua moradia definitiva. Após a desencarnação, o conjunto de casas deveria ser utilizado como asilo destinado a velhos indigentes empenhados na defesa do espiritismo. Embora mais ativo na Passage de Saint-Anne, Allan Kardec era também muito procurado na casa da Villa de Ségur, onde recebia amigos e adeptos da doutrina. Suas tertúlias se prolongavam até tarde da noite, em meio às quais não faltavam, ao lado dos assuntos sérios e graves, os momentos de riso e muita alegria. As fotos que ilustram este texto são de Édson Audi, as quais reproduzimos de seu belíssimo livro Vida e Obra de Allan Kardec, lançado em 1999 pela Publicações Lachâtre.

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Yvonne A . PereiraYvonne Pereira

Exemplo de mediunidade séria - Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984) foi uma das mais seguras e expressivas médiuns da contemporaneidade. Psicografou inúmeras obras de autoria de espíritos como Charles (seu mentor espiritual), Léon Tolstoi e Camilo Castelo Branco, encoberto pelo pseudônimo Camilo Cândido Botelho. Memórias de um Suicida (orientada pelo espírito Léon Denis) traz o impressionante relato da difícil situação espiritual por que passou o célebre escritor português. Em A Tragédia de Santa Maria, ditada por Bezerra de Menezes, se encontram elogios às obras preciosas de Bittencourt Sampaio, resumos de Os Quatro Evangelhos, de J.-B. Roustaing, bem como ao médium que as recebeu, Frederico Pereira da Silva Júnior. Yvonne Pereira deixou em mãos de Luciano dos Anjos uma breve autobiografia para que fosse publicada após a sua desencarnação, mas que o jornalista ainda mantém inédita.

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Zilda Gama

A mais respeitada médium do limiar do século - Extraordinária médium brasileira sempre respeitadíssima em todos os lugares por onde andou. É com Zilda Gama (1878-1969) que se inicia a fase dos romances mediúnicos recebidos no Brasil. Obras como Na Sombra e na Luz, Do Calvário ao Infinito e Dor Suprema (ditadas psicograficamente por Victor Hugo) surgem como verdadeiras pérolas de sabedoria e luz da espiritualidade maior. Foi ainda através de sua cristalina mediunidade que Allan Kardec enviou longas mensagens de apoio ao corpo fluídico de Jesus, contidas no livro Diário dos Invisíveis.

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