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O filho do grande polemista
Carlos Imbassahy apresentou, em discussão aberta pela Internet,
uma série de acusações contra Luciano dos Anjos, que delas
tomou conhecimento através de vários amigos. Aqui, essas acusações
são devidamente replicadas, a título de entrevista.
Na lista espírita http://www.irc-espiritismo.org.br
de 6ª-feira, 2 de abril de 1999, 14:37, apareceram de repente
alguns palpites do filho de meu grande amigo Carlos Imbassahy.
Como o assunto era Roustaing, que estava sendo defendido por
Haroldo Mendonça, o moço revitalizou
o seu parasitismo em cima de mim, vindo ao debate ungido por
constrangedor anacronismo. Ele não consegue me perdoar porque
mostrei nas obras do pai a adesão a Roustaing, e então repete
velhas e velhacas mentiras, que é o seu mais poderoso anabolizante
moral. Vou transcrever os trechos em que sou citado, respeitando
é claro a indigente redação do emérito literato:
"A começar pelo autor sugerido, o sr. Luciano dos Anjos
que espera que as pessoas desencarnem para falar mal delas.
Aconteceu com meu pai e minha mãe teve que intervir
bem como com o presidente Thiesen (da FEB). Um escritor
desse jaez não tem moral para nada. O pior. Depois que minha
mãe desencarnou, voltou a ofender meu pai através de um jornal
editado pelo Queid, lá em S. José do Rio Preto. É assim que
agem os adeptos do roustaingismo."
"O autor não tem moral literária para nada. Nunca foi
pesquisador, senão, mero repórter, em tempos, até, acusado
de participar da imprensa marron, - O QUE NÃO FOI COMPROVADO
porque foi visto, por diversas vezes, na redação de
um jornal desse jaez."
Nunca me impressionou a falta de cerimônia e de vergonha com
que o filho do inesquecível Carlos Imbassahy finge que não
vê (certamente por conta dos antolhos) ou que não ouve (a
despeito da dimensão das conchas auriculares). O tempo passa
e ele prossegue, na sua irresistível progeria, repisando surradas
mentiras. A gente prova que ele mente, que ele não sabe escrever,
que ele não é pesquisador nem de ficção, que ele é absolutamente
apedeuta em espiritismo, que ele não entende patavina de ciência,
que ele é iletrado em filosofia, mas, divertidamente, volta
de quando em quando ao microfone para tentar remasterizar
o velho hinário. Ele adora hino. É um pândego. Disse que só
falo das pessoas depois que elas desencarnam. Mentira. O pai
dele estava encarnadíssimo e ao meu lado, na tribuna, quando
apontei-o como rustenista. Ele não me contestou em nenhum
momento. Diz o filho, agora, mais uma vez, que naquele dia
sua mãe interveio e que ela (esqueceu de repetir, como faz
sempre) me desmoralizou diante da platéia. Mentira. Reafirmei
na hora tudo de novo, citando títulos e páginas dos livros
em que Imbassahy se posicionara sobre Roustaing e ele, ali
do meu lado, continuou sem me contestar. Já a esposa, bastante
encabulada (prefiro não usar a palavra desmoralizada), silenciou.
É preciso realmente estar muito perturbado para ainda insistir
nessa mentira, pois foi tudo acompanhado, em Barra Mansa,
por uma platéia gigantesca. Os testemunhos são sem conta.
Quanto ao Thiesen, é verdade que somente após a sua desencarnação
vim a público para repor algumas verdades, mas simplesmente
porque só então as inverdades foram propaladas. Surgidas antes
eu as teria refutado tempestivamente. E a maior prova de que
não é esse o meu estilo está no número de vezes em que tenho
respondido ao filho de Carlos Imbassahy, como volto a fazer
agora. Pelo que sei, ele continua encarnado, ainda que repetindo
pelas tribunas e jornais afora as rotineiras calinadas de
sempre. Agora pela Internet também; neste caso, com um adendo:
ataca furibundo o já desencarnado Ismael Gomes Braga. Depois
vem acusar que os adeptos de Roustaing é que agem mal.
Noutro parágrafo, como vimos, afirma com desprezo que fui
mero repórter. Isso, a rigor, não diminuiria ninguém. É menos
indigno do que ser mero caluniador. O competente e internacionalmente
conhecido David Nasser fazia questão de se considerar mero
repórter; Villas-Bôas Corrêa, atualmente o melhor colunista
do Jornal do Brasil e com quem trabalhei lado a lado
no Diário de Notícias, apresenta-se sempre como repórter
político. E a televisão está repleta de consagrados repórteres
de campo. De qualquer forma, não foi o meu caso. Fui também
noticiarista, redator, copidesque, chefe da reportagem, editorialista,
secretário de redação, assessor da direção e, só para aborrecer
os mentirosos, professor de jornalismo. Sobre a acusação de
ter participado da imprensa marrom ele sabe tamanhamente que
isso não é verdade que tratou de ressalvar em caixa alta QUE
NÃO FOI COMPROVADO. Cuidou de se prevenir, mas não deixa de
ser leviano. O pai dele, que era brilhante advogado (além
de meu amigo) recomendaria, estou certo, maior prudência nesse
tipo de acusação "de auditu", baseada apenas no
informe de que fui "visto diversas vezes na redação de
um jornal desse jaez". Ora, esse seu comportamento é
que o credenciaria aos quadros de qualquer imprensa marrom,
naturalmente se ao menos soubesse escrever. Com efeito, ele
está repetindo o que disse um trêfego promotor de futricas
biográficas, que conheci no início da minha carreira, no meio
da rua, fazendo fotografia como free-lancer. Disse mas não
teve a grandeza de confirmar. Indignamente, quando lhe escrevi
exigindo a confirmação ou o desmentido, preferiu prometer
uma carta de reparo que nunca recebi. E ainda foi contar por
aí que, mais tarde, ao nos encontrarmos por acaso, eu quis
agredi-lo (?!). Ora, apenas voltei a exigir explicações e,
como mais uma vez me acenara com o envio da prometida carta,
até nos despedimos com um aperto de mão, se bem que bastante
constrangedor de parte a parte. Quanto ao fato em si, ele
me viu, sim, uma única vez, numa redação desse tipo. Mas ficou
sabendo que lá estive apenas para atender ao pedido de um
famoso teatrólogo (L.I.), casado com uma não menos famosa
estrela do teatro e que seria motivo de determinada reportagem
envolvendo sua vida privada. Conhecendo os dois lados, fui
pedir que o poupassem. E consegui. A matéria foi engavetada.
Nessa ocasião, encontrei o tal fotógrafo. (Estou tratando-o
de fotógrafo não por menosprezo, porém apenas a título de
identificação profissional.) Mas, cá entre nós: que é que
ele estava fazendo lá? Se se encontrou comigo e isso
é verdade , então ele também estava lá. Fazendo o quê?...
Ah... esse pobre filho do querido Carlos Imbassahy sempre
foi grande preocupação para o pai. Há de continuar a preocupá-lo,
sem dúvida, dado que o seu comportamento não muda. As momices
que com desfaçatez ele solta em matéria de espiritismo e de
outras áreas de conhecimento chegam a ser escandalosas. Quando
esteve, certa vez, falando na Universidade de Campinas, patinou
numa sucessão tão grande de bobagens que um conhecido professor
de química me escreveu alarmado:
"O sr. Imbassahy Jr., que se dizia físico, começou a
exarar certas abobrinhas físicas. Durante a palestra,
mais abobrinhas espíritas, científicas, etc. Um
confrade nosso, muito vegetariano, achou, no final, de pedir
a ele uma opinião sobre o assunto... Bem, não sou vegetariano
e nem o sr. Imbassahy Jr. era na ocasião, mas depois daquilo
quase que me tornei vegetariano, e também quase toda a assistência,
de tanta bobagem que falou. Depois daquela noite fiquei matutando:
se este camarada pode sair por aí falando e escrevendo tanta
besteira, acho que também posso e devo, afinal sempre se precisa
gente na limpeza." "Esse cara só encontra espaço
em lugares onde não é conhecido."
Noutra oportunidade, uma de suas invigilantes pupilas soltou
de boa-fé, da tribuna da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
alguns ensinamentos dele, resultado de pesquisas (?!) de laboratório.
Meu filho, que trabalha lá, é microbiologista e chefia um
laboratório, me testemunhou que quando o assunto entrou no
campo da citologia os erros e as barbaridades lançados para
a platéia eram de provocar frouxos de risos.
Enfim, o moço não se regenera e nessa escalada só vai aprender
por ele mesmo, depois de muito arranhão. Lembra-me Bismarck
a filosofar de verdade: "Os sábios aprendem com a experiência
dos outros; os imbecis, com a própria." Assim, tenho
de refrescar as razões do seu destempero mais recente na relação
com o posicionamento doutrinário do pai. Minha melhor resposta
está aqui mesmo, nesta home-page. Poderá ser conferido se
realmente, como ele espalha, lhe ofendi o querido pai. Quem
se interessar deve ir ao menu e clicar TEXTOS, abrindo depois
duas matérias: "Os Mais Novos Argumentos contra Roustaing"
e "Luciano Responde a Jorge Rizzini". Vale a pena
conferir.
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