tituloarmando.gif (6803 bytes)

Armando de Oliveira Assis desencarnou no dia 1º de dezembro de 1988, cerca das quatro horas da madrugada, em sua residência, na rua Amoroso Costa nº 257, na Muda, aos 78 anos de idade. Foi um dos mais lúcidos e profícuos presidentes da Federação Espírita Brasileira e, por força do cargo, diretor do Reformador. Eleito em agosto de 1970, sucedendo ao presidente Antônio Wantuil de Freitas, ao lado deste durante longos anos participou da diretoria da FEB, primeiro como segundo-secretário, cargo para o qual foi eleito em 1949 e sucessivamente reeleito até 1954, quando foi desde então e durante 15 anos sucessivos o seu vice-presidente. Como Presidente permaneceu 5 anos, até 1975. Não desejando mais se candidatar, foi substituído por Francisco Thiesen.

Armando de Oliveira Assis serviu devotadamente, ao longo de 25 anos, à Casa-Máter do Espiritismo, com relevantes serviços a ela prestados. Enfermo há algum tempo, estivera internado no Hospital dos Servidores do Estado, onde foi acometido, durante o tratamento, de pneumonia que superou bem. Mas, desde então, seu organismo não mais se equilibrou completamente. Convalescendo em casa, passou a ser assistido por sua esposa, Helena de Assis, seus filhos e demais familiares, quando sofreu parada cardíaca e desencarnou.

Ao sepultamento do corpo, ocorrido no cemitério da Ordem Terceira da Penitência, compareceram a Federação Espírita Brasileira, representada pelo presidente Francisco Thiesen, pelo vice-presidente Juvanir Borges de Souza, diretores e assessores, além dos antigos companheiros de diretoria Abelardo Idalgo Magalhães, Luciano dos Anjos e Aglaée Queiroz Carvalho. O diretor Lauro de Oliveira S. Thiago pronunciou breves palavras terminando com uma prece dirigida a Deus em intenção do estimado confrade.

No Reformador de dezembro de 1989, Lauro de Oliveira S. Thiago escreveu longo artigo sobre Armando de Oliveira Assis, destacando a sua "personalidade, marcada por um caráter íntegro, uma inteligência em que fulguravam saber e cultura, enfim pelo seu bondoso, fraternal e afável coração". Lauro de Oliveira S. Thiago foi diretor da FEB também no período do ex-presidente.

Nascido em 27 de março de 1911, na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo, foram seus pais Francisco Ribeiro de Assis, dentista, e Adélia de Oliveira Assis. Como cidadão, veio a desempenhar saliente papel na obra da previdência social, estando também destinado a dar valioso concurso à obra de difusão da doutrina espírita no Brasil e no mundo. Começou modestamente a preparar-se para essas futuras tarefas na sua própria cidade natal, em cujo Grupo Escolar fez os estudos primários, ao mesmo tempo em que recebia também o primeiro toque de iluminação de sua consciência infantil pela luz da doutrina espírita. Freqüentava a residência do seu tio Pedro Camargo (o Vinícius), autêntico educador e renomado espírita que, aos domingos, reunia em torno de si os filhos e todos os sobrinhos, entre os quais se achava o então pequeno Armando. Completados os estudos primários, deixou a cidade natal para iniciar em Juiz de Fora, Minas Gerais, no Instituto Grambery, os estudos secundários. Ali, entretanto, não os concluiu, vindo a completá-los no Rio de Janeiro, no internato do Colégio Pedro II. Nesta mesma cidade conquistou o diploma de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da então Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). No exercício da profissão, consagrou-se especialmente ao Direito Social, nos campos do seguro social e da previdência, em que se notabilizou pela grande vocação e competência, desdobrando-se em atividades profissionais, didáticas e autorais de subido valor. Em 1937 foi admitido como secretário, por concurso, no antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), sendo efetivado no ano seguinte. Fez, então, brilhante carreira, servindo com grande dedicação ao seu país.

Quando ainda estudante de Direito, Armando de Oliveira Assis freqüentava a Casa do Estudante do Brasil, onde em 1933 conheceu Helena, estudante de um Curso de Contabilidade na Escola Amaro Cavalcanti. Cinco anos depois se casaram, exatamente no dia 31 de maio de 1938, quando os dois já se encontravam formados. Nasceram-lhes dois filhos: Marco Aurélio Luzio de Assis, hoje consultor de empresa, casado com Maria Clara Dale Thorstens de Assis, pais de Maria Augusta e Daniel Victor; e Fernando Augusto Luzio de Assis, profissional de informática, casado com Tereza Maria Marinho de Assis, tendo um filho de nome Gustavo. Helena de Assis foi de exemplar dedicação durante a doença do marido.

Após o seu ingresso no IAPI, ele foi sucessivamente: chefe da Secretaria do Departamento de Benefícios do IAPI; diretor e depois assistente técnico do Departamento de Benefícios; assistente técnico para assuntos de Previdência, do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio; subchefe do Gabinete da Previdência do IAPI; diretor da Divisão de Estudo e Planejamento do IAPI; consultor administrativo da Previdência do IAPI; diretor geral do Departamento Nacional da Previdência Social; chefe de gabinete do ministro do Trabalho e Previdência Social; ministro do Trabalho e Previdência Social (interino); presidente do Conselho Superior de Recursos da Previdência Social desde setembro de 1966 até janeiro de 1969, tendo em seguida ocupado a chefia de gabinete na Secretaria do Bem-Estar Social do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Integrou muitas comissões, delegações, representações, consultorias de trabalhos sociais. Em agosto de 1973 foi reinvestido no cargo de presidente do Conselho Superior de Recursos da Previdência Social, nele permanecendo até julho de 1985, quando, já por motivos de saúde, encerrou suas atividades profissionais, aposentando-se depois de 47 anos do mais produtivo labor. Publicou aqui e no exterior numerosos trabalhos técnicos, que impuseram o seu nome ao bom conceito internacional. Foi ainda professor da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e do Curso de Doutorado da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Recebeu finalmente importantes citações e condecorações pelos relevantes trabalhos de Previdência Social.

Como espírita, Armando de Oliveira Assis foi verdadeiramente notável. Logo após sua eleição para o cargo de presidente da Federação Espírita Brasileira, concedeu entrevista à rádio Copacabana, do Rio de Janeiro (reproduzida no Reformador de novembro de 1970, p. 244). Explicou então como se tornou espírita:

- "Posso dizer que nasci em berço espírita, uma vez que em minha cidade natal residia meu tio Pedro Camargo, conhecido nas lides espiritistas pelo pseudônimo de Vinícius. Por isso, desde a minha infância fui educado sob a orientação desse tio, à luz da doutrina espírita, e inaugurando a minha trajetória, no campo religioso, nas reuniões dominicais que ele realizava regularmente em sua residência. Ali, reuniam-se os seus filhos, todos os sobrinhos e, ainda, os amiguinhos que se aprestavam a lá comparecer. Foi, portanto, no mais cordial e no mais aprazível ambiente familiar que iniciei a minha formação religiosa, sob a condução desse lúcido espírito a que todos hoje reverenciamos, ainda e sempre, com o pseudônimo de Vinícius."

Portanto, se os seus pais não eram espíritas militantes, deviam ser pelo menos simpatizantes, do contrário não deixariam que o pequeno filho de seis para sete anos freqüentasse a casa do tio Vinícius. A esse período infantil, tranqüilo e construtivo, seguiu-se a juventude, já no Ginásio Grambery, e a plena mocidade, no Internato do Pedro II e na Faculdade de Direito, sempre sob a influência dos princípios espíritas hauridos na infância. Mais adiante, porém, sobreveio um período de vacilação e tremenda luta interior, em que, todavia, saiu vitoriosa a consciência da responsabilidade formada à luz da doutrina. É o que ele mesmo relata na resposta a outra pergunta, na entrevista concedida:

- "Se devo mencionar algum fato ou fenômeno espírita o qual exerceu sobre mim enorme influência, esse foi uma espécie de perseguição ou influência invisível que se abateu sobre mim durante aquela fase da vida em que o homem, por começar a fazer o curso superior, passa a julgar-se dono do mundo e dono de si mesmo; época em que, sob empolgamento desse jaez, nos afastamos, distanciando-nos das lides espíritas. Isto ocorreu mais ou menos quando tínhamos os nossos 21 ou 22 anos e estávamos fazendo o nosso curso na Faculdade de Direito, aqui no Rio de Janeiro. E, então, passaram a suceder-se quase que diariamente, e numa sucessão de noites, fatos e fenômenos que nos perturbavam o repouso comum, acuando-nos de tal forma que acabamos indo bater às portas da nossa mui querida e amada FEB."

A crise foi logo depois superada, e daí em diante Armando de Oliveira Assis firmou seus passos no caminho que o levaria à realização das suas muitas, difíceis e dignificantes tarefas na seara espírita. Sua mais significativa contribuição se expressou principalmente como participante da administração da FEB em sucessivas diretorias e, notadamente, na tribuna espírita. Não só na da própria FEB, ocupada por ele com freqüência, como nas de diversos centros de todo o país. Sua palavra era fácil, fluente, boa e amena, por isso mesmo persuasiva, sempre estimada e bem recebida. Tinha excepcionais qualidades docentes e as suas preleções apresentavam características de acendrado didatismo, qualidades já manifestadas em suas atividades nos numerosos cursos que ministrou como profissional.

Após aquele período perigoso por que passara, ao procurar a Casa de Ismael não mais deixou de freqüentá-la. Até que em 1949 começou a participar da sua diretoria como 2º secretário, convidado que fora pelo então presidente Antônio Wantuil de Freitas. Sucessivamente reeleito durante cinco anos, em 1954 passou a vice-presidente, cargo que ocupou por 15 anos. Ao lado de Antônio Wantuil de Freitas viu nascer, na memorável reunião de 5 de outubro de 1949 – a Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro –, o Pacto Áureo e, desde então, foi ele um dos mais convictos defensores da chamada Unificação.

Entre as grandes inclinações de Armando de Oliveira Assis era notória aquela em que revelava o seu interesse pelos jovens. Tanto que, quando assumiu a presidência da FEB, encampou idéia de Luciano dos Anjos e extinguiu o Departamento de Infância e Juventude, integrando os jovens efetivamente em todas as atividades da instituição, lado a lado com os adultos. A departamentalização é um erro, que distancia os jovens e termina por desinteressá-los da doutrina. O novo entendimento aplicado na FEB foi exposto na série de artigos de Luciano dos Anjos, publicada no Reformador durante o ano de 1973 e, mais tarde, editada no livro do mesmo nome – O Atalho – pela Publicações Lachâtre.

A alma de Armando de Oliveira Assis estava pois destinada à tarefa maior de presidir à Federação Espírita Brasileira. Era o dia 7 de agosto de 1970. Reunia-se na sede da Casa-Máter, na av. Passos, 30, o Conselho Federativo Nacional, ainda sob a presidência de Antônio Wantuil de Freitas. O texto seguinte é do Reformador de setembro de 1970, p. 206:

"O sr. presidente deixa transparecer seu desejo de um descanso merecido, após 21 anos à frente do Conselho Federativo Nacional. Suas palavras, proferidas com visível esforço, calaram fundo no coração de todos os senhores conselheiros, seguindo-se um ligeiro silêncio, somente quebrado ainda pela voz do sr. presidente, que lhes pediu tivessem bom ânimo e que relatassem as realizações de suas representadas." Antônio Wantuil de Freitas tinha então 75 anos de idade e se encontrava já em precário estado de saúde. Percebia-se, pois, naquela reunião, que ele se despedia da presidência do Conselho e, assim, da presidência da Federação Espírita Brasileira, à qual servira por tantos anos com superior devotamento. De fato, não mais aceitou a reeleição. O Conselho Superior da FEB, em sua reunião ordinária de 22 de agosto de 1970, elegia, por escrutínio secreto e por unanimidade, uma nova diretoria, tendo exatamente Armando de Oliveira Assis como presidente. Eleito, logo manifestou o propósito de respeito à continuidade do programa da FEB, através de importante editorial no Reformador de outubro de 7970, sob o título "Programática Irreversível", pois que aquele programa, em realidade, provém do Alto, sob o comando e a inspiração de Ismael. O que não obsta, entretanto, esforços humanos de modernização, melhoria e progresso, que efetivamente deveriam ser e foram realizados em todos os departamentos e serviços da FEB, salientando-se a transformação do parque gráfico para off-set, a reorganização da biblioteca e da livraria na avenida Passos, etc. Daquele editorial vale destacar o trecho seguinte, constante do penúltimo parágrafo:

"Nosso programa, que deflui do Alto, não enseja revisões em tempo algum, porque é o programa do Cristo, espelhado na doutrina que o missionário de Lyon legou ao mundo, e que se complementa no trabalho de consolidação da fé, elaborado por J.-B. Roustaing. Este é aspecto refratário a qualquer tentativa de reformulação, exatamente porque, sendo eterno, não envelhece nunca."

Logo no início da sua gestão ocorreu a inauguração, em Brasília, a 3 de outubro – data que lembra o Codificador –, da sede da Seção-Brasília da Federação Espírita Brasileira, entrando em funcionamento o Cenáculo, ou seja, o primeiro edifício do grande conjunto arquitetônico que hoje é a sede da FEB na capital federal e cuja concretização é devida ao então diretor Antônio Fernandes Soares. Foi acontecimento memorável, pois a essa inauguração compareceram, além da diretoria da FFB em sua quase totalidade, doze presidentes de federações espíritas estaduais, bem como representantes especialmente credenciados de todos os estados. Data de então a criação dos Conselhos Zonais, isto é, reuniões semestrais de cada grupo de federadas e, como arremate, uma reunião nacional plenária, de dois em dois anos. Foi uma feliz inovação do nosso movimento, cujos resultados magníficos logo surgiram pela real aproximação e conhecimento dos espíritas e a vivência, entre eles, do mais legítimo sentimento de fraternidade. Deve-se, pois, a Armando de Oliveira Assis a criação e instalação de tão eficiente meio de união e entendimento entre os espíritas do Brasil, que lhe são, assim, devedores de todo o reconhecimento. Foi ele legítimo propugnador do Pacto Áureo nas suas mais admiráveis conseqüências, sobretudo o efetivo funcionamento do Conselho Federativo Nacional. Na presidência da FEB e na vigência do regime dos Conselhos Zonais demonstrou vivo empenho em trabalhar pela intensificação do movimento de unificação e de união cada vez mais estreita dos espíritas. Armando presidiu pessoalmente a todas as reuniões dos Conselhos Zonais, bem como à primeira reunião plenária do Conselho Federativo Nacional.

Cabe aqui agora importante registro sobre as suas idéias e atitudes. Em artigo publicado no Jornal Espírita de São Paulo, o jornalista Luciano dos Anjos sintetizou alguns ditos de Armando de Oliveira Assis que marcaram sua personalidade e seu perfil de verdadeiro espírita à frente da Casa-Máter do Espiritismo.

- A FEB tem de ser locomotiva do movimento espirita, e não vagão.

- Não quero mandar em ninguém; quero apenas ser bem mandado.

- Não resolvo nada sob pressão.

- A FEB não deve acumular fortuna para não repetir o que faz o Vaticano; todo dinheiro além do teto necessário à subsistência da Casa deve ser empregado na difusão da doutrina.

- Quero que os funcionários amem esta Casa. (Após mandar instalar bebedouros e ventiladores em todas as dependências e Oficinas da FEB.)

- O espírita mais do que ninguém tem de aprender a divergir sem dissentir.

- Não quero mais nenhuma ação contra a FEB, na Justiça do Trabalho. A FEB sempre se antecipará à lei, em qualquer questão suscitada.

- Os cursos de espiritismo nada mais fazem que empregar métodos pragmatistas, materialistas, imediatistas e utilitaristas.

- Concordo com qualquer solução, menos o encaminhamento do caso à Policia. (A propósito da opinião de dois diretores que queriam levar à Polícia o caso de um funcionário humilde).

- O que se deve pretender não é a formação de professores espíritas, mas sim de espíritas professores.

- É preciso modernizar os métodos de divulgação da doutrina, porém sem banalizar.

- O espiritismo, para se fazer presente, não precisa de estardalhaço.

- A primeira e mais importante tarefa dos dirigentes será no sentido de descondicionar os espíritas quanto aos métodos utilizados pelo mundo.

- Na direção do Grupo Ismael, procurei ser sempre um mero instrumento da vontade de Ismael.

- As Zonais primarão pela simplicidade, alheando-se das sofisticações dos congressos, simpósios e semelhantes.

- Em espiritismo, na verdade, só há uma regra: "Em espiritismo, não há regras".

- Saibamos estudar, aprendendo a estudar sem mestre.

- Nos arraiais do espiritismo há sempre quem dê guarida a devoções particulares que ameaçam transformar os vultos visados em disfarçados "santos".

- Liberdade com disciplina, eis a primeira proposição; livre-arbítrio e submissão a Deus, eis a segunda.

- A mensagem do Espírito da Verdade vem sendo maleficiada pela investida consciente e inconsciente dos que só entendem movimento religioso em termos de igreja e métodos mundanos.

- O espiritismo não tem "representantes".

- A paz à custa do silêncio da FEB seria a paz do candeeiro apagado.

- As posições mais renitentes provêm daqueles que anseiam por modelar o movimento de unificação do espiritismo no Brasil segundo as fórmulas de organização imperante no mundo.

- Para idéias novas, métodos novos; mas, tratando-se de cursos de espiritismo, parece que estão colocando remendo novo em roupa velha.

- O movimento espírita está tão intrincado que dentro em pouco teremos necessidade dum Direito Administrativo Espírita, à semelhança do Direito Canônico.

- As pessoas se agrupam naturalmente por afinidades de interesses e não por faixas etárias.

- Não há nenhum sentido, principalmente dentro do espiritismo, de se chamar alguém de jovem ou de velho.

- Só tenho conseguido realizar as reformas previstas em meu programa graças à coesão da diretoria da FEB.

- Não aceito ultimatos.

- Se nunca disputei cargos na vida pública, jamais os disputarei dentro do movimento espirita.

- Quero que se esqueçam de mim.

Aí está, em reduzidas máximas e selada com o crivo duma visão absolutamente liberal, a programática de Armando de Oliveira Assis, quando presidente da Federação Espírita Brasileira, no qüinqüênio 1971/1975.

Muito haveria ainda a dizer sobre a atuação na FEB e no movimento espírita desse aprimorado espírito. Segundo depoimento de Lauro de Oliveira S. Thiago, que participou da diretoria de Armando de Oliveira Assis, quatro dias após a desencarnação transmitiu ele comunicação psicofônica no Centro Espírita Bezerra de Menezes. "Tranqüilo e feliz, após dirigir-nos palavras de muita amizade, revelou-nos a grande felicidade que sentiu ao ser recebido na espiritualidade pelo seu tio Pedro Camargo, aquele mesmo Vinícius da sua infância tão ditosa. Rendemos graças a Deus por estar o irmão e amigo nessa condição de paz e felicidade, justa compensação dos esforços sinceros que realizou durante a sua existência para cumprir os seus deveres de trabalhador da última hora da Vinha do Senhor." Lauro de Oliveira S. Thiago era então presidente daquela instituição, sediada no Andaraí, Rio de Janeiro.


(Texto adaptado e revisto por Luciano dos Anjos dos que foram
publicados  nas edições do
Reformador de janeiro de 1889,
p. 14, e de dezembro de 1989, pp. 380 a 383, este último
assinado por Lauro de Oliveira São Thiago; e de artigo assinado
por Luciano dos Anjos no
Jornal Espírita de março de 1980, p. 3.)

 

TOPO